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PÚBLICO NOS ESTÁDIOS

Presidente do Náutico explica estratégia para clube voltar a ter público nos Aflitos

Diógenes Braga participou do Fórum Esportivo da Rádio Jornal, conduzido pelo repórter João Victor Amorim

Gabriel Neukranz
Gabriel Neukranz
Publicado em 23/02/2022 às 12:06
ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Torcida alvirrubra em jogo entre os times do Náutico (PE) e Sampaio Corrêa (MA), partida valida pelo Campeonato Brasileiro de Futebol da Série B 2021 no Estádio dos Aflitos, em Pernambuco. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Ainda sem público nos estádios do Trio de Ferro, o presidente do Náutico, Diógenes Braga, deu detalhes sobre como pretende contornar o processo de veto ao público realizado pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

As declarações foram dadas no Fórum Esportivo da Rádio Jornal, conduzido pelo repórter João Victor Amorim, na última segunda-feira (21).

Nem os Aflitos, o Arruda ou a Ilha do Retiro recebem público desde 11 de fevereiro, quando houve o veto em reunião com representantes de Náutico, Santa Cruz e Sport. 

Estratégia para retorno da torcida

“O presidente (da FPF) Evandro (de Carvalho) tem trabalhado muito, tentado, buscado, a gente tem conversado, mas a gente não recebe nenhuma informação concreta", disse Braga.

"O que a gente tem buscado saber é: a gente tinha um laudo vigente até outubro de 2022, de repente chega uma pessoa lá e entrega um laudo reprovado sem nem vistoria, só fez entregar. O que a gente fez? Estamos olhando as exigências, são cinco, e indo atrás de resolver. Vai fazer o que? Gritar, brigar, xingar? Não vai resolver”, completou.

O presidente traçou um paralelo entre o estádio Antônio Inácio, que vem recebendo público em Caruaru, e os Aflitos.

“O campo do Antônio Inácio tem laudo e os Aflitos não? Estamos vendo quais são as exigências, o que tem que atender e buscar fazer. A gente apela muito para que exista um mínimo de bom senso e carinho com o futebol, entender a função social do futebol”, explicou.

O peso da ausência de público

Para Diógenes, o maior prejuízo causado pela ausência da torcida não é a respeito da renda das partidas, e sim do apoio proporcionado pelo público alvirrubro.  

“A gente estar jogando sem público realmente está pesando muito, porque não é só a questão orçamentária. É a proximidade. É muito importante você conseguir aproximar o time da torcida. Então você jogar sem torcida, distancia os dois. E aí, o que acontece? Você fica completamente refém do resultado. O elo entre time e torcida é muito importante, e quando você tira o público do estádio, perde esse elo”, pontuou o presidente

Diógenes afirma que, mesmo antes das restrições por estrutura dos estádios, o limite de público aplicado pelas restrições não era favorável para os clubes.

“Se for para voltar com 500 pessoas, não adianta, liberar esse número é uma brincadeira de mau gosto. É quase uma agressão. De verdade, acho quase uma ironia ao futebol”, opinou no Fórum.

Importância do futebol

O presidente do Náutico acredita que cabe ao Governo do Estado de Pernambuco auxiliar os clubes nessa caminhada que tem sido traçada junto à Federação.

“Eu acho que falta um nível de carinho e atenção com o futebol pelo Governo do Estado. Falta entender a importância que o futebol tem. Não é só algo lúdico, tem importância social. É uma das maiores ferramentas que a gente tem no combate às drogas, para que a gente afaste as crianças das drogas”, atentou Diógenes.

O mandatário do Náutico destacou a necessidade do futebol na vida das pessoas e lamentou a distinção entre o público nos estádios pernambucanos para a situação Brasil afora.

“O futebol tem uma capacidade enorme de trazer muita coisa boa para toda a população, e eu acho que há uma má vontade muito grande com o futebol. Ano passado, voltou a ter público em todo canto e não tinha voltado aqui. Esse ano, fecha aqui, o público é menor, não tem mais, e por aí vai”, lamentou.

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