BUSCAS

Serial Killer do DF: Caseiro preso suspeito de acobertar Lázaro Barbosa diz que o foragido dormia há cinco dias na propriedade

O homem que cuida da propriedade e o ex-patrão de Lázaro foram presos na quinta-feira (24) por supostamente ajudarem na fuga do 'serial killer do DF’

Agência Brasil Julianna Valença
Agência Brasil
Julianna Valença
Publicado em 25/06/2021 às 17:27
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SERGIO LIMA / AFP
Buscas por Lázaro Barbosa em Cocalzinho de Goiás - FOTO: SERGIO LIMA / AFP
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Segundo agentes da força-tarefa, que buscam desde o dia 9 de junho por Lázaro Barbosa, um dos suspeitos de acobertar o fugitivo teria confessado que o 'serial killer do DF’ estava dormindo há cinco dias na fazenda onde ele trabalhava. O caseiro e o ex-patrão de Lázaro foram presos na quinta-feira (24) por supostamente ajudarem na fuga do 'serial killer do DF’ e, principalmente, o esconder da ação policial. Um dos presos teria confessado que Lázaro estava dormindo há cinco dias na fazenda onde ele trabalhava.



Durante coletiva, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse que os dois homens presos serviram de apoio para a fuga de Lázaro do cerco policial e que, junto com Lázaro, podem ser considerados uma quadrilha ou organização criminosa.

Os dois presos, que não tiveram as identidades reveladas, foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma e facilitação de fuga de foragido. Com um deles foi encontrado uma garrucha calibre 22 com 50 munições. A arma foi furtada por Lázaro provavelmente em uma das residências que ele invadiu e o foragido foi visto em algumas propriedades com a garrucha na mão.

“Acreditamos que eles tenham envolvimento com outros crimes ou acobertam outros crimes do foragido”, disse Miranda. O secretário não quis detalhar a linha de investigação, mas disse que tem indícios e provas contundentes contra os dois detidos e que vão ser apresentados à Justiça.

O secretário disse também que a força-tarefa descobriu o último endereço utilizado por Lázaro para se esconder, uma casa cercada por ruínas na região do distrito de Girassol, no município de Cocalzinho de Goiás. O foragido andava pelos canais para se locomover, o que dificulta a sua localização.

“Quem facilita a vida de foragido, comete crime. Nós sabemos, nós desconfiamos, nós temos indícios, de que há outras pessoas ajudando e nós vamos chegar nelas. Nós temos alcançado nosso primeiro grande objetivo que é não deixar ele cometer mais crimes e agora estamos cada vez mais próximos dele e dessa rede criminosa que apoia absurdamente esse sujeito”, disse Miranda.

Crimes

Segundo o secretário, Lázaro foi visto pela última vez por testemunhas nessa quinta-feira (24) próximo ao distrito de Girassol. Lázaro é acusado de assassinar quatro pessoas da mesma família no dia 9 numa chácara do DF. Uma quinta vítima teria sido morta em Goiás.

O foragido é investigado também por balear três pessoas no dia 12 no município de Cocalzinho de Goiás, onde se concentram as buscas. Ele já tem uma condenação por homicídio na Bahia e é também procurado no DF e em Goiás por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo. O secretário disse que Lázaro Barbosa é investigado por, pelo menos, sete outros crimes, principalmente latrocínios e assassinatos.

Buscas

Cerca de 300 policiais - entre policiais militar, civil e federal de Goiás e do Distrito Federal -, estão envolvidos nas buscas por Lázaro Barbosa de Sousa, em Cocalzinho de Goiás. Estão sendo utilizados três helicópteros, cães farejadores, equipes munidas de equipamentos de visão noturna e térmica, drones e profissionais da inteligência. Os agentes também contam com 40 rádios comunicadores cedidos pelo exército brasileiro.

Os policiais enfrentam dificuldades em encontrar Lázaro pelo fato do suspeito ser especialista na mata da região, conseguindo se esconder e despistar os agentes. Na cidade de Cocalzinho de Goiás, divisa com o DF, foi montado um perímetro onde as operações se concentram. A secretaria de segurança do estado disse ainda que a força-tarefa está avançando nas buscas a Lázaro e que o cerco está ficando cada vez mais fechado.

A SSP reforça que as informações verdadeiras e relevantes para as buscas sejam enviadas para o disque-denúncia (61) 9 9839-5284.

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