Jardim Botânico ganha nova coleção de plantas

Espécies foram doadas pela curadoria do Absolut Art Bar, instalado este mês de agosto em um casarão do Bairro do Recife
Claudia Parente
Publicado em 25/08/2015 às 7:41
Espécies foram doadas pela curadoria do Absolut Art Bar, instalado este mês de agosto em um casarão do Bairro do Recife Foto: Ashlley Melo/ JC Imagem


Mais de 200 plantas de várias espécies foram doadas ao Jardim Botânico do Recife ontem. O acervo integrou a decoração do Absolut Art Bar, instalado do dia 1º deste mês até o último domingo (23), no antigo prédio do Banco Santander, no Bairro do Recife. A iniciativa de doá-las à reserva foi do curador da instalação, o artista plástico paulista Stephan Doitschnoff. No pacote, estavam incluídas algumas espécies da família araceae que a reserva ainda não possuía. 

“Queria que as plantas fossem replantadas num local público, onde as pessoas pudessem apreciá-las porque elas são lindas”, explicou Stephan Doitschnoff. Ele revelou que alguns exemplares, como as bromélias e outras maiores, são das mesmas matrizes usadas pelo paisagista Roberto Burle-Marx (1909-1994) para ornamentar seus famosos jardins. Os exemplares vieram de um viveiro em Cotia, interior de São Paulo.

Antes da doação, o artista plástico visitou o Jardim Botânico e aprovou o espaço. “Foi um dos mais bonitos que eu já vi no País”, garante, acrescentando que uma das propostas do Absolut Art Bar é mostrar que é possível promover um evento com impacto ambiental mínimo. “Tudo que a gente usou foi adquirido em casas de usados, servimos água de graça e alimentos à base de vegetais em extinção para estimular a produção.”

Para o Jardim Botânico, o presente vai representar uma coleção a mais – já tem três: de cactus, orquídeas e bromélias. “Recebemos algumas espécies da importante família das aráceas, que não temos aqui”, disse o botânico do JBR Jefferson Maciel, citando exemplares de imbé, comigo-ninguém-pode, costela-de-Adão e copo-de-leite.

A reserva também recebeu três exemplares de xaxim, espécie nativa da floresta atlântica e na lista das ameaçadas. “O caule foi tão usado para fazer vasos que a espécie quase foi extinta”, informou a gestora do Jardim Botânico, Zenaide Magalhães. 

Como as plantas foram submetidas a muito estresse pela mudança constante de ambiente, iluminação e outros fatores de impacto, terão que passar por um processo de recuperação e adaptação antes de receber uma nova destinação. “As que não tiverem valor científico serão utilizadas para paisagismo. Precisamos muito disso aqui”, adianta Zenaide Magalhães. Todas foram instaladas ao lado do viveiro, onde ficarão até passar por uma triagem.

O Jardim Botânico do Recife fica localizado no km 7,5 da BR-232, bairro do Curado, Zona Oeste do Recife. Ocupa uma área de 10,7 hectares com várias espécies de flora da mata atlântica, orquidário, jardins sensorial, tropical e de ervas medicinais, além de meliponário e trilhas. O espaço também faz pesquisas e lançou uma revista científica recentemente. Fica aberto ao público de terça a domingo, das 9h às 15h30. A entrada é gratuita.

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