Transmissão do vírus da zika por via sexual precisa ser mais estudada

Ainda não há relatos com fortes evidências científicas para comprovar a doença como sexualmente transmissível
Cinthya Leite
Publicado em 02/12/2015 às 7:44
Ainda não há relatos com fortes evidências científicas para comprovar a doença como sexualmente transmissível Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


No dia 29 de novembro, o Jornal do Commercio publicou matéria sobre a possibilidade de o vírus da zika ser sexualmente transmissível. Na ocasião, a reportagem reforçou que ainda não há relatos com fortes evidências científicas para comprovar a transmissão do vírus pela via sexual. O único estudo publicado este ano sobre essa questão, segundo antecipou a reportagem, revelou que o vírus da zika foi isolado, em 2013, no sêmen de um paciente do Taiti (na Polinésia Francesa, que passou por uma epidemia de zika em 2013) após ele ter procurado tratamento para a presença de sangue no esperma, que aconteceu duas semanas após ele ter apresentado sintomas sugestivos de zika. 

“Há formas de transmissão que não são completamente conhecidas. Já houve documentação de transmissão sexual e identificação da possibilidade de transmissão em aleitamento materno, mas tudo isso ainda é objeto de pesquisa. Foram casos absolutamente isolados”, explica o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. 

Para o infectologista Vicente Vaz, ainda se fosse confirmada a transmissão do zika pela relação sexual, isso seria de pouca importância na epidemiologia, pois se sabe que o principal agente transmissor é o Aedes aegypt. “São necessárias mais investigações para se confirmar isso”, frisa Vicente. 

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