Raul Seixas por todos os ângulos

Documentário sobre o pai do rock brasileiro estreia nesta sexta-feira
Ernesto Barros
Publicado em 23/03/2012 às 11:35
Documentário sobre o pai do rock brasileiro estreia nesta sexta-feira Foto: Paramount Pictures/Divulgação


"Eu não conheci Raul Seixas, nunca apertei a mão dele. Só o vi umas duas vezes no restaurante Spaghettilândia, no Rio. Na verdade, eu fui mesmo fã de Chico e Caetano, a minha geração é de A banda e Alegria, alegria. Raul veio um pouco depois". Apesar de não haver sido testemunha ocular da trajetória do mais simbólico roqueiro brasileiro, o cineasta e diretor de fotografia paraibano Walter Carvalho encontrou muitos pontos de contato entre ele e seu biografado durante a feitura do documentário Raul Seixas - O princípio, o meio o fim (2011), que estreia nesta sexta-feira (23/03) no Recife.



Além do material coletado na internet e com os fãs, a pesquisa realizada nos arquivos da família e das TVs resultaram em 200 horas de material audiovisual. Segundo Walter, a primeira versão do filme chegou a ter oito horas de duração. A riqueza das imagens de arquivo causam uma forte impressão. Da infância à morte de Raul, em 21 de agosto de 1989, não há uma fase sequer da atribulada vida do roqueiro que tenha sido deixada de fora por falta de imagens.

Aliada ao extenso material iconográfico da época, como apresentações que permaneciam inéditas, Walter Carvalho entrevistou 94 pessoas que mantiveram contato com Raul, com boa participação das ex-mulheres, menos a primeira, e das três filhas. O escritor Paulo Coelho, parceiro dele nos anos 1970 e coautor de clássicos como Gita e Ouro de tolo, confessa que apresentou todas as drogas para o amigo: "Não me sinto culpado, ele já era adulto. Era minha cultura: sexo, drogas e rock'n'roll".

Leia a reportagem completa na edição desta sexta-feira (23/03) no Caderno C, do Jornal do Commercio

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