Risco de crédito

Fiesp e Firjan chamam governo Dilma de 'hesitante, inativo e incapaz'

A nota é assinada pelos presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, que culparam o governo pela perda do selo de bom pagador

Da Folhapress
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Publicado em 10/09/2015 às 22:24
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A nota é assinada pelos presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, que culparam o governo pela perda do selo de bom pagador - FOTO: Foto: AFP
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As federações das indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan) chamaram o governo Dilma de hesitante, inativo e incapaz, num manifesto conjunto divulgado nesta quinta (10), em que pedem "propostas concretas" para superar a crise, em vez de "um ajuste de mentirinha".

A nota afirma que "o governo abriu mão de governar" e não tem uma "estratégia clara sobre o que fazer para lidar com crise tão aguda, nem parece haver a capacidade de empreender o esforço tão necessário de entendimento nacional que viabilizaria a adoção de um programa consensual de ajustes na esfera econômica".

A nota é assinada pelos presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, que culparam o governo pela perda do selo de bom pagador da agência de classificação de risco Standard & Poor's.

No mês passado, Skaf e Gouvêa Vieira já tinham feito parceria num comunicado para apoiar o apelo de união pela governabilidade do país feita pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

Fortemente ligado a Temer, o presidente da Fiesp pertence aos quadros do PMDB e tem ambições políticas. Dias atrás, num jantar com empresários que ofereceu ao vice-presidente na sede da Fiesp, Skaf defendeu a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

SEM PACIÊNCIA

O comunicado foi feito para desancar a gestão Dilma sem nenhuma cerimônia. A dupla se declara perplexa com a inação do governo e afirma que a "sucessão de erros foi coroada pelo envio ao Congresso Nacional da peça orçamentária do próximo ano com previsão de déficit de mais de R$ 30 bilhões. Com esse ato, o governo abriu mão de governar".

Os presidentes da Fiesp e da Firjan se colocam contra aumentos de impostos, "a receita fácil de sempre", reivindicam um ajuste fiscal "de verdade" e baseado em cortes de despesas e sugerem "um programa ousado de venda de ativos públicos".

Eles afirmam também que a paciência do empresariado está chegando no limite. "A disposição de colaborar é permanente, mas não incondicional. É preciso constatar que há uma contrapartida de quem tem a responsabilidade de conduzir o país".

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