Produção de leite deve crescer 25% em Pernambuco

Além do abrandamento da seca, suspensão da importação de leite em pó do Uruguai deve beneficiar produção local
Da editoria de economia
Publicado em 12/10/2017 às 7:24
Foto: Heudes Regis/JC Imagem


O encerramento de 2017 deve representar uma reviravolta para a bacia leiteira pernambucana. Depois de entrar neste ano fortemente comprometida pela seca, a produção sentiu os efeitos da chegada da chuva com o passar dos meses. Agora, é a suspensão da importação de leite em pó do Uruguai – decisão do Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – que deve ajudar ainda mais os pecuaristas, que já esperam um aumento de 25% na produção anual.

“É o tempo que vai demonstrar a nossa capacidade de suprir essa importação. Mas a situação é muito mais promissora do que era há um ano. A chuva veio, as pastagens melhoraram, mesmo que não em todos os lugares”, comemora o presidente da Sociedade Nordestina de Criadores (SNC), Emanuel Rocha. Antes da seca, a produção local já havia atingido 2,5 milhões de litros por dia, quantidade que foi reduzida a 1,4 milhão de litros em janeiro deste ano. Segundo Rocha, só a leve trégua na estiagem já teve como efeito a reaproximação da marca dos 2 milhões de litros.

Galeria de fotos: a crise na bacia leiteira

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Wildes Galindo, na Fazenda São Pedro, na Pedra (Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem
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Ordenha mecânica na Fazenda Poção, na Pedra (Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem
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Seu Zito, na Fazenda Poção, Pedra (Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem
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Fábrica da LBR, em Garanhuns(Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem
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Placa da LBR, em Garanhuns (Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem
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Feira do Queijo, em Capoeiras (Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem Heudes Regis/JC Imagem
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Cooperativa Mista de Agricultores Familiares do Vale do Ipanema, em Águas Belas (PE) - Heudes Regis/JC Imagem
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Rita Nunes, no Sítio Tanquinho de Baixo, em Águas Belas (Agreste de Pernambuco) - Heudes Regis/JC Imagem

A expectativa da SNC é que a retomada seja consolidada com a decisão do Governo Federal, que atendeu ao principal pleito dos produtores de todo o País. Em virtude dos acordos comerciais do Mercosul, o leite em pó do Uruguai entrava no Brasil sem cobrança de tarifas de importação e sem cotas de volume. Mais barato que o produto nacional, o leite uruguaio acabou se tornando prejudicial aos produtores locais, que perderam mercado.

De acordo com os dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), foram importadas quase 41 mil toneladas do produto no primeiro semestre deste ano. O Brasil é o destino de 86% do leite em pó desnatado e 76% do integral do Uruguai.

SUSPENSÃO

A justificativa usada pelo Mapa para o Uruguai foi a necessidade de rastreamento do leite vindo do Uruguai para comprovar que ele é totalmente produzido no país. O grande volume de leite que entra pelas fronteiras uruguaias gerou entre a cadeia brasileira a desconfiança de que os vizinhos estariam importando leite de terceiros. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, chegou a afirmar que a suspensão pode se estender a todo o Mercosul e irá durar até que o rastreamento seja concluído.

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