Espanha

Barcelona indignado com pedido de julgamento pelo caso Neymar

Na segunda-feira, o promotor José Perals Calleja enviou uma petição na qual denúncia irregularidades na prestação de contas da contratação do craque brasileiro

Da AFP
Da AFP
Publicado em 03/02/2015 às 11:53
Foto: JOSEP LAGO / AFP
Na segunda-feira, o promotor José Perals Calleja enviou uma petição na qual denúncia irregularidades na prestação de contas da contratação do craque brasileiro - FOTO: Foto: JOSEP LAGO / AFP
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O FC Barcelona afirmou nesta terça-feira que está surpreso e indignado com o pedido do promotor de enviar a julgamento o clube e o ex-presidente Sandro Rosell por supostas irregularidades tributárias cometidas na contratação do brasileiro Neymar.

"O Barcelona quer expressar sua surpresa, indignação e total desacordo com o pedido do promotor de julgar o clube e aquele que foi presidente, Sandro Rosell", afirma um comunicado, no qual a instituição volta a alegar inocência.

"O FC Barcelona espera que o juiz de instrução do caso não aceite os pedidos da promotoria, já que todas as atuações no processo de contratação do jogador foram realizadas sem o interesse de ferir a lei", completa.

Na segunda-feira, o promotor José Perals Calleja enviou uma petição ao juiz do caso, Pablo Ruz, na qual pede o julgamento de Rosell por um crime societário e dois contra a Fazenda Pública, assim como do clube, como pessoa jurídica, pelos dois crimes fiscais.

Segundo o texto do promotor, o custo da contratação do brasileiro, anunciado inicialmente por 57 milhões de euros, "é calculado em 82.743.485 euros" divididos em distintos contratos que serviram para a operação, mas foram ocultados com outras denominações.

Por esto motivo, segundo uma fonte da Agência Tributária espanhola, o Barcelona teria deixado de pagar 12,15 milhões de euros em impostos, o que elevaria o custo total do jogador a 94,8 milhões de euros.

Segundo a promotoria, Rosell "decidiu fragmentar o pagamento em diversas parcelas" para que o Barcelona "não fosse tributado pela Fazenda Pública pelas remunerações" derivadas dos contratos.

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