De volta ao Recife após uma grande participação nos Jogos Olímpicos do Rio, a goleira pernambucana Bárbara esteve nesta segunda-feira no lançamento do programa “Educar pelo Esporte”, do governo estadual em parceria com a Unicef, no Centro de Convenções. Mesmo com a performance no Rio, a goleira está desempregada, o que transforma o seu futuro em uma incógnita.
“Estou desempregada, assim como outras meninas da seleção também. Até agora não tem nada de clubes e nem definição sobre a seleção permanente”, afirmou.
Segundo a jogadora, a notícia de que a extinção da seleção feminina de futebol permanente estaria sendo discutida pela cúpula da CBF é uma incerteza. De acordo com ela, a continuação do grupo foi garantida pela próprio presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, antes do início dos jogos. Ela destacou que aguarda com apreensão a decisão final dos cartolas.
“Antes de começar as Olimpíadas, nós almoçamos com o presidente (Marco Polo Del Nero) e ele falou que iria dar continuidade à seleção permanente independentemente do resultado. Eu acredito que isso (o fim do time permanente) não vá acontecer, mas se realmente ocorrer, vai ser muito triste e é uma pena. A esperança que a gente tem é que não terminem e que dêem continuidade ao projeto. Nós temos uma semana de folga agora e é esperar a semana que vem pra ver o que vai acontecer”, destacou.
Durante o evento, a goleira ratificou o apelo já feito por todos que aprovaram a participação da seleção na Rio-2016: o incentivo ao futebol feminino.
“A gente acabou não conseguindo trazer a medalha, mas a visibilidade que o futebol feminino acabou conseguindo foi imensa. Nós ainda estamos em busca de mais visibilidade, do crescimento e eu só tenho a agradecer a vocês por tudo. Nos ajudem e nos incentivem, porque a gente precisa disso”, declarou a pernambucana. O Brasil ficou em quarto lugar nos Jogos.
Para a goleira, assim como o seu futuro, o rumo que o futebol feminino irá tomar de agora em diante também é uma incógnita. Segundo Bárbara, o futuro da modalidade passa pela manutenção da seleção permanente.
“O futuro da modalidade é um pouco difícil de comentar. A gente sabe que o futuro de todo mundo é incerto, mas a visibilidade que nós tivemos agora pode ajudar. É muito triste a gente ouvir que possa ser que a seleção (permanente) acabe, porque sabemos que muitas meninas dependem dessa seleção para poder jogar. Algumas até fecharam as portas em alguns clubes, tudo para se dedicar a essa seleção”.
Bárbara ainda fez um apelo, mas desta vez destinado a modalidade em Pernambuco. A goleira voltou a destacar a importância do esporte e pediu para que a diretoria do Sport reveja a decisão de acabar com o time feminino de futebol do clube.
“Fiquei muito triste em saber que o próprio Sport acabou com o seu time, até deixo aqui o meu apelo para o presidente para que ele reveja essa situação. É muito triste eu torcer pelo clube que eu amo e só poder acompanhar o futebol masculino”.