pentatlo moderno

Bronze no Pan motiva Priscila Oliveira a buscar vaga olímpica para Tóquio-2020

A pentatleta Priscila Oliveira conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima e agora mira classificação nas Olimpíadas de Tóquio-2020

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 12/08/2019 às 9:30
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Léo Mota/JC Imagem
A pentatleta Priscila Oliveira conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima e agora mira classificação nas Olimpíadas de Tóquio-2020 - Léo Mota/JC Imagem
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Medalhista do pentatlo moderno dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, Priscila Oliveira observa seu triunfo como uma estímulo para buscar a classificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. A 11ª colocação no individual não foi suficiente para carimbar o passaporte para a Ásia, mas o bronze no revezamento feminino, ao lado de Isabela Abreu, garantiu a autoconfiança que Priscila precisava para reafirmar o sonho olímpico. As atenções agora estão voltadas às oportunidades de classificação, sendo o ranking olímpico a principal delas.

Nos Jogos de Tóquio, o Brasil pode ser representado por até duas pentatletas. Iêda Guimarães, de 18 anos, já está garantida após a conquista do quarto lugar no Pan, considerado o melhor resultado entre as sul-americanas do Continental. Dessa forma, Priscila e Isabela disputam a segunda vaga do País pelo ranking olímpico, que começa a valer a partir de agora. As pentatletas precisam participar de competições do circuito internacional. Quem conseguir os melhores resultados acumula mais pontos.

Aos 30 anos, Priscila é a veterana do esporte no País. É, por isso, a competidora mais experiente da seleção e sabe o que precisa fazer para alcançar sua meta. “Essa medalha tinha que vir para a gente. Eu não estranhei o resultado. Foi natural. Porque eu fiz o que estava proposto. Só que esse resultado poderia ter vindo no individual. Sabia o que queria, mas precisava ter o controle. Eu não me senti nervosa, mas não consegui fazer. Agora temos muito trabalho, que melhorar e não temos tempo a perder”, argumentou a pernambucana, que conta com o apoio do Time PE e da Secretaria de Educação e Esporte do Governo do Estado.

O caminho leva à disputa de dois torneios: o Open da Polônia, no dia 12 de setembro, e o Open de Quirguistão, no dia 26 do mesmo mês. Há mais oportunidades em 2020. Além das quatro etapas e a final da Copa do Mundo, o Campeonato Mundial é classificatório. Priscila explicou a situação. “Competição tem. Precisamos treinar e buscar apoio para fazer as viagens. A Confederação Brasileira de Atletismo vai apoiar a segunda brasileira com melhor resultado no Pan, que foi Isabela com o sexto lugar. Mas acredito que todas temos chances. Eu vou atrás de participar por conta. Com o apoio da Secretaria do Estado e vou atrás de inscrição, hospedagem e de alimentação”, disse.

O treinador Jéfter Campos compartilha o pensamento e já tem planejado o treinamento. “Vai continuar na intensidade forte dos treinos e vai jogar mais um pico para o mês de setembro. Se não vier nessa oportunidade, teremos mais em 2020. Entraremos novamente em um período de base, mas ainda temos Campeonato Brasileiro, Campeonato Sul-Americano, que não são classificatórias, mas vamos usá-los como base”, esclareceu.

LEITE DE ROCHA

Priscila faz parte da geração responsável por popularizar o pentatlo no Brasil. Durante muitos anos, fez parte do melhor trio feminino ao lado de Larissa Lellys e Yane Marques. Sobre sua trajetória, ela explica que as circunstâncias de treinamento e apoio mudaram, mas o resultado no Pan oferece esperança. “Talvez tenha sido o resultado mais significativo. Eu não tive um resultado no individual tão expressivo e meu desempenho no revezamento foi melhor. Eu tive outros momentos importantes. Melhor final em etapas da Copa do Mundo. O nível de uma Copa do Mundo é muito superior, porém, a realidade naquela época era outra. Tinha outra equipe técnica, outras condições de treinamento, outros apoios, que hoje são totalmente diferentes. A partir de 2016 eu passei a viver outra realidade e dar esse resultado é muito bom. É conseguir tirar leite de rocha. Mas isso quer dizer que o trabalho é bem feito e tem que ter esperança”, concluiu.

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