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Três anos após Jogos Olímpicos do Rio, 'Floresta dos Atletas' enfim sai do papel

O projeto da Floresta de Atletas apresentado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro finalmente sairá do papel, três anos e meio depois da cerimônia de abertura

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Publicado em 25/09/2019 às 9:34
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O projeto da Floresta de Atletas apresentado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro finalmente sairá do papel, três anos e meio depois da cerimônia de abertura - FOTO: Reprodução/TV Globo
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Uma promessa olímpica exibida para dois bilhões de pessoas do mundo inteiro e que se tornou um dos pontos mais emblemáticos da cerimônia de abertura dos Jogos do Rio-2016, enfim, começará a ser cumprida nesta quarta-feira. Mais de três anos após o evento, a criação da Floresta dos Atletas, na região do Parque Olímpico de Deodoro, na zona norte do Rio de Janeiro, finalmente vai sair do papel.

Em 2016, todos os atletas que participaram da cerimônia de abertura dos Jogos, no estádio do Maracanã, plantaram em totens uma semente de 207 árvores diferentes, que representavam cada um dos países que participaram da Olimpíada do Rio. Na parte final da cerimônia, esses totens formaram os arcos olímpicos em verde no centro do Maracanã. Ao todo, 13.725 sementes foram plantadas.

PLANEJAMENTO

Pelo planejamento original, após a Olimpíada essas sementes seriam levadas para Deodoro para formar a Flores dos Atletas, que se tornaria em um legado olímpico verde e que atravessaria gerações. Aí, faltou dinheiro.

Em grave crise financeira, com dívidas milionárias e sem conseguir pagar todos os seus fornecedores, o Comitê Rio-2016, que organizou os Jogos e que seria responsável pelo plantio das árvores, não conseguiu cumprir seu compromisso. E, desde então, as mudas ficaram em um sítio da empresa responsável pelo projeto, na cidade de Silva Jardim, no interior fluminense. Em três anos, as sementes viraram arbustos.

Nos últimos meses, a Prefeitura do Rio de Janeiro negociou com a empresa responsável o plantio das sementes - ou arbustos. E, recentemente, a Procuradoria do Município e órgãos de controle do Rio deram aval para a concretização de um acordo: a empresa responsável pelas plantas irá fazer o plantio, e em troca receberá créditos de compensação ambiental - utilizados, por exemplo, quando obras de grande porte exigem o plantio de novas árvores. Na prática, isso representará custo zero aos cofres municipais.

Secretário municipal de Meio-Ambiente, Marcelo Queiroz comemorou o acordo. "Eu entendo esse legado olímpico como o início de uma política pública", afirmou, ao Estado. "O plantio dessas árvores será a solução para uma das áreas com menos verde do município. Treze mil árvores não formam ainda uma floresta, mas será o início do que no futuro irá formar a Floresta da Zona Oeste".

O plantio, ao menos simbólico, das primeiras árvores da Floresta dos Atletas acontecerá no final da manhã desta quarta-feira. A intenção é plantar todas as mais de 13 mil árvores até o primeiro semestre do próximo ano.

Citada pelo secretário de Meio-Ambiente, a Floresta da Zona Oeste é outro projeto da pasta. Contígua à Floresta dos Atletas, em alguns anos ela poderá se tornar em uma das maiores áreas verdes na cidade do Rio. "Será uma floresta do nível ou até maior do que a Floresta da Tijuca", prometeu Marcelo Queiroz.

 

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