caso de polícia

Atacante Juninho, do Sport, diz que não usou arma de fogo em briga de bar

''Eu não tenho arma e se não ando com arma também não tenho porte de arma. Eu ando com um rolo de fisioterapia no carro e isso pode ter confundido com a arma'', disse

JC Online
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Publicado em 06/11/2019 às 13:49
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Foto: Gabriela Máxima/JC
''Eu não tenho arma e se não ando com arma também não tenho porte de arma. Eu ando com um rolo de fisioterapia no carro e isso pode ter confundido com a arma'', disse - FOTO: Foto: Gabriela Máxima/JC
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O atacante do Sport Juninho compareceu nesta quarta-feira (06) à Delegacia de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, para prestar depoimento sobre a confusão que protagonizou na noite do último sábado, em uma boate na capital pernambucana. De acordo com a delegada Lídia Barci, a principal preocupação da Polícia Civil é confirmar se o atleta realmente estava com uma arma de fogo durante uma briga em que o atleta estava envolvido. Juninho, por sua vez, negou que portava uma arma. Há uma interrogação sobre um suposto objeto que pode ter sido envolvido na situação. Juninho e seu advogado, Ernesto Cavalcanti, mencionaram um rolo de liberação miofacial que o jogador costuma deixar no carro. No entanto, o acessório de fisioterapia não estava no veículo no sábado à noite, eles garantem.

“Eu não vi arma nenhuma. Eu não tenho arma e se não ando com arma também não tenho porte de arma. Eu ando com um rolo de fisioterapia no carro e isso pode ter confundido com a arma. Minha situação com o Sport está tranquila e tudo continua normal”, comentou o jogador. "Foi uma discussão normal, não foi nada do que estão falando não. A confusão começou porque esse cara passou por trás da gente e falou algo que eu não entendi. Perguntei o que foi e ele respondeu "o que foi o que?" e correu para o carro dele para pegar alguma coisa. Eu vi um negócio preto. Mas não teve agressão nenhuma", explicou o jogador.

O advogado de Juninho, Ernesto Cavalcanti, também falou sobre o depoimento prestado na delegacia. "Foi muito tranquilo. Ele nega a existência dessa arma. Ele estava em uma boate com a namorada e com um casal de amigos. Tomaram alguma cerveja ou whisky ou alguma coisa. E ao sair houve a abordagem de um elemento para com a menina que ele estava. Ele reagiu e esse rapaz teria ido pegar alguma coisa que não se identifica bem o que é esse objeto. Juninho foi atrás e se lembrou que tinha um bastão de fisioterapia que ele usa. Felizmente ele descobriu que o bastão não estava no carro. Pegaram ele e levaram para o carro e foram embora com o motorista e a moça. Não existe essa história da arma. É lógico que Juninho responde a uma ação penal, mas temos que ter um certo limite a esse invencionismo que se cria e se coloca nas redes sociais", pontuou o advogado.

VERSÃO DA DELEGADA

A delegada Lídia Barci também resumiu o que escutou do atleta rubro-negro. “Ele disse que nunca viu uma arma de fogo, nunca pegou uma arma de fogo. E que a confusão foi feita por que seria ele, Juninho. Ele disse que até quando está em casa recebe áudio dizendo que bateu em mulheres, mas ele está em casa. Então ele atribui toda a repercussão porque é ele. Ele disse também que o objetivo que dizem que é uma arma foi confundido com um rolinho de fazer massagem nas costas. Isso foi o que ele disse. Agora vamos ver o que as outras testemunhas vão dizer. Inclusive a namorada dele também vai prestar depoimento", falou.

É interesse da Polícia Civil saber se existe uma arma de fogo envolvida na confusão com o jogador do Sport e se ela é registrada oficialmente. Se a pessoa que estava portando tem autorização legal para isso. A delegada confirmou que as imagens foram solicitadas na tarde da terça-feira e devem chegar ainda nesta quarta à Delegacia. "Se você tiver uma arma de fogo sem estar registrada é crime. Porte ilegal de arma de fogo seja ela de uso restrito ou permitido de acordo com o calibre dela, por isso há o interesse do Estado em saber as informações dessa arma", concluiu.

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