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Milton Bivar diz que situação do Sport é de chorar e desabafa: 'tenho vontade de matar conselheiro na porrada'

Presidente do Sport, Milton Bivar, desabafou sobre situação do clube, vazamento de informações e conselheiros da época de Arnaldo Barros e Humberto Martorelli

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 20/02/2020 às 11:35
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DIEGO NIGRO/ACERVO JC IMAGEM
Milton Bivar concedeu entrevista à Rádio Jornal. - FOTO: DIEGO NIGRO/ACERVO JC IMAGEM
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O presidente do Sport, Milton Bivar, confessou que tem vontade de chorar quando pensa na situação financeira do clube. Revoltado com as últimas informações vazadas sobre a dívida do Leão com Rithely, o mandatário rubro-negro revelou que existe um grupo de "canalhas" que expõem o clube com o objetivo de prejudicar a atual gestão. Em entrevista ao programa Bate Rebate da Rádio Jornal, Milton Bivar ainda falou que tem vontade de "matar na porrada" conselheiros das gestões de Arnaldo Barros e Humberto Martorelli.

"Tem dia que dá vontade de chorar. É muita coisa. Quebraram o clube de uma forma semi-programada. Estavam com raiva do clube e fizeram isso. A pessoa sem ter um motivo maior não faria isso. O que dói mais eu não conseguir atender a torcida sobre Diego Souza, André. Sou cobrado diariamente em todos os lugares que vou. Por fruto de uma campanha caluniosa. De canalhas que vazam informação com o intuito de prejudicar o trabalho da gente, a nossa gestão. Estão fazendo isso para eu não aguentar e entregar o cargo para lascar o clube de vez. A herança maior, a herança maldita foi no aspecto civil, trabalhista até o direito internacional com a Fifa. Deixou também a mentalidade que tem que arriscar: jogador bom contrata e depois vê como vai pagar. Eu não faço loucura. Não tenho mais idade. Todas as vezes que estive no Sport foi com o pé no chão. Agora mesmo tive que suspender um serviço. Até semana passada o Sport era um canteiro de obras. Eu tive que segurar com o pessoal da engenharia que eu não conseguiria pagar a reforma das cadeiras.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA

Sobre os documentos da dívida de Rithely vazados na quarta-feira, Milton Bivar foi categórico e explicou que a parceria com a Gav Resort não teria condições de quitar a dívida total de R$ 7.5 milhões com o jogadores. "A dívida está aberta. Foi bom que colocou na mídia a negociação da forma como ela foi feita. Não como esse fake 'Melhor de Pernambuco' colocou. É fake porque ninguém sabe quem é e teve acesso a documentação. Disse que eu e a diretoria conseguiu quitar tudo. Uma propaganda de uma empresa chamada Gav Resort que tem uma publicidade na parte do omoplata de 10cm. Não precisa dizer que essa propaganda era para quitar tudo. Não foi. Uma parte que foi quitou por R$ 1 milhão. Foi bom para o Sport porque conseguimos quitar parte da dívida com R$ 1 milhão. Não pode dizer que não foi um bom negócio. Mas questionaram por que o negócio era de R$ 3 milhões e está em R$ 5 milhões. Na Justiça vira porque está incluso advogado e outras coisas. Em dois anos, esses valores têm que estar nos altos. Quem fez isso foi um advogado. Quem pegou esses números e publicou foi um advogado. Está claro que foi. Na nova diretoria não tem ladrão rapaz. Estou mandando recado para ele porque sei que ele está ouvindo. Eu sei mais ou menos quem é. Pensa que não sei não...", argumentou.

SEM RENÚNCIA

O presidente rubro-negro ainda criticou o comportamento de conselheiros do clube nas gestões de Arnaldo Barros e Humberto Martorelli. "Eu estou determinado. Estou mesmo. Eu não vou destruir com os pés o que fiz em toda minha história no clube. As vezes passa pela minha cabeça, dá um surto. Fico triste mesmo. As vezes parte de conselheiros, cara que sabe de matemática e teve muita culpa porque eram conselheiros da época de Arnaldo e Martorelli e que deixaram chegar nessa situação. São tão cínicos, tão cabra safados, tão canalhas, e ainda ficam criticando a diretoria. Dá dois tipos de raiva: uma vontade de matar na porrada, sabe como é que é. Outra é que eu vou sair daqui. Mas eu não posso. Porque sei que a maioria do torcedor é mais humilde e entende perfeitamente a situação do clube. Estamos fazendo mágica. A primeira foi subir para a primeira divisão. Vamos reduzir a dívida de curto prazo em R$ 30 milhões. Não estou falando da boca para fora não", concluiu.

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