Guerra na Síria completa cinco anos com sinais de progresso em negociação de paz

Separadamente, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou que viajará para Moscou na próxima semana
Do Estadão Conteúdo
Publicado em 15/03/2016 às 15:57
Separadamente, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou que viajará para Moscou na próxima semana Foto: Foto: AFP


O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, deu início a negociações com a oposição na Síria nesta terça-feira, depois de fazer um minuto de silêncio para marcar o quinto aniversário da revolta armada contra o presidente Bashar al-Assad. Separadamente, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou que viajará para Moscou na próxima semana para conversar sobre a retirada de tropas russas da Síria e um processo de transição política no país.

De Mistura pediu um minuto de silêncio em uma reunião com outros enviados do Alto Comitê de Negociações. Vários deles uniram os braços e alguns pareciam rezar. O enviado da ONU havia reiniciado negociações indiretas com a Síria na segunda-feira ao se reunir com enviados do governo de Assad.

 

Kerry, por sua vez, afirmou que vai se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para tentar avançar nas negociações de paz. "Alcançamos uma fase muito importante nesse processo", declarou. Na manhã desta terça-feira, aviões e tropas estacionados na base aérea da Rússia na Síria começaram a deixar o país, depois de uma ordem de Putin para retirada parcial, o que aumentou as expectativas de progresso em direção à paz.

A decisão de Putin pegou os EUA e alguns de seus aliados de surpresa. Autoridades do governo norte-americano afirmam que estão cautelosamente otimistas com relação ao que significa essa retirada das tropas russas.

De todo modo, muitos observadores dizem que as atuais negociações oferecem a melhor chance em anos de encerrar o conflito, que já deixou pelo menos 250 mil pessoas mortas e fez milhões abandonarem suas casas. A revolta começou com manifestações no geral pacíficas, mas uma repressão brutal do governo àqueles protestos alimentou a insurgência armada, gerando uma guerra civil que ao longo dos anos foi envolvendo potências regionais e mundiais.

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