Governador de Guam mantém a calma ante ameaças da Coreia do Norte

A Coreia do Norte anunciou que estudava a possibilidade de ataques com mísseis contra bases militares americanas na ilha de Guam
AFP
Publicado em 09/08/2017 às 6:55
A Coreia do Norte anunciou que estudava a possibilidade de ataques com mísseis contra bases militares americanas na ilha de Guam Foto: Foto: Reprodução/Google Maps


O governador de Guam, Eddie Calvo, minimizou nesta quarta-feira (9) as ameaças norte-coreanas contra o território estratégico para o exército dos Estados Unidos no Pacífico, mas declarou que a ilha está "preparada para qualquer eventualidade".

A tensão provocada pelo programa balístico e nuclear da Coreia do Norte aumentou na terça-feira, quando o presidente americano Donald Trump prometeu "fogo e ira" ao regime de Pyongyang. 

Para não deixar a ameaça sem resposta, a Coreia do Norte anunciou algumas horas depois que estudava a possibilidade de ataques com mísseis contra bases militares americanas na ilha de Guam.

Em um discurso exibido na televisão, o governador do pequeno território americano afirmou que estava trabalhando com Washington para "garantir a segurança".

"Quero tranquilizar a população porque atualmente não pesa nenhuma ameaça sobre nossa ilha, nem sobre as ilhas Marianas", disse.

"Conversei com a comandante da região das Marianas, a contra-almirante Shoshana Chatfield, que me confirmou", completou.

Guam, uma ilha isolada do Pacífico de quase 550 quilômetros quadrados, é um posto avançado chave para as forças americanas, estrategicamente localizada entre a península coreana e o mar da China Meridional.

Quase 6.000 soldados estão presentes no território, em particular na base aérea de Andersen e na base naval de Guam.

Calvo citou "vários níveis de defesa estratégicos" estabelecidos para defender Guam. A Casa Branca informou que um ataque contra o território seria considerado um ataque contra os Estados Unidos, destacou.

"Já falaram que os Estados Unidos serão defendidos. Quero recordar também a mídia nacional que Guam é território americano e que 200.000 americanos vivem em Guam e nas Marianas. Não somos apenas instalações militares. Com isso dito, quero assegurar que estamos preparados para qualquer eventualidade".

População parecia tranquila

Nas ruas da capital Hagatna, a população parecia tranquila.

"Não é como se existisse algo que poderíamos fazer, de qualquer modo. É uma ilha pequena. Não há para onde correr", disse à AFP o morador James Cruz.

Madeleine Bordallo, delegada de Guam na Câmara de Representantes dos Estados Unidos, declarou que a capacidade nuclear norte-coreana é "profundamente preocupante", mas está convencida de que a ilha é segura e bem protegida.

A população de Guam é de 162.000 pessoas. A ilha vive principalmente do turismo e da presença das Forças Armadas dos Estados Unidos.

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