crise no governo

Henrique Alves, ministro do Turismo, é o primeiro a deixar o governo Dilma Rousseff

Ministro do PMDB pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (28)

Felipe Amorim
Felipe Amorim
Publicado em 28/03/2016 às 19:47
Tomaz Silva/Agência Brasil
Ministro do PMDB pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (28) - Tomaz Silva/Agência Brasil
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O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu exoneração do cargo. O documento foi distribuído nesta segunda-feira, 28, na presidência do PMDB. A decisão ocorre um dia antes de o partido se reunir para decidir sobre o rompimento com o governo federal. Procurado, Alves não atendeu às ligações da reportagem.

Na carta endereçada à presidente Dilma Rousseff, em que pede exoneração do cargo, Henrique Alves alega que o diálogo "se exauriu" e diz que o PMDB está diante do desafio de escolher seu caminho, "sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer".

Aclamação

Nesta segunda-feira (28), Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegaram a um acordo para que a decisão do Diretório Nacional do PMDB amanhã, que sacramentará o desembarque da legenda do governo federal, seja feita por "aclamação".

Os acertos entre Temer e Renan têm como objetivo dirimir qualquer desgaste à cúpula da legenda após uma decisão do diretório nacional. Em não havendo votação, mas apenas uma sinalização simbólica por parte dos delegados presentes, não há como se contabilizar o tamanho dos possíveis apoios que poderiam ser dados ao governo.

 

Confira a íntegra do documento com o pedido de exoneração do ministro do Turismo

"Venho por meio desta carta entregar o honroso cargo de Ministro do Turismo do seu governo e agradecer por toda a confiança e respeitosa relação mantida durante esses onze meses em que trabalhamos juntos.

Pensei muito antes de fazê-lo, considerando as motivações e desafios que me impulsionaram a assumir o Ministério (e que acredito ter honrado): fazer do Turismo uma importante agenda econômica política e social do governo e do País.

Mas independentemente de nossa intenções, o momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer.

Todos - o governo que assumi e o PMDB que sou, sabem que sempre prezei o diálogo permanente. Diálogo este que - lamento admitir - se exauriu.

Assim, Presidenta Dilma, é a decisão que tomo. Não nego que difícil, mas consciente, coerente, respeitando o meu Rio Grande do Norte, e sempre - como todos nós, na luta por um Brasil melhor.

Estou certo de que, sendo a Senhora alguém que preza acima de tudo a coerência ideológica e a lealdade ao seu próprio partido, entenderá minha decisão.

Respeitosamente, Henrique Eduardo Alves

 

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