NO CULTO

Solidão no poder vêm da deslealdade com povo e afastamento de Deus, diz Bolsonaro

Presidente participou de um culto na igreja Sara Nossa Terra, em Brasília

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Publicado em 21/07/2019 às 13:01
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Presidente participou de um culto na igreja Sara Nossa Terra, em Brasília - FOTO: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (21) que a solidão sentida no poder, como dita por diversos governantes, é devido a uma deslealdade com o povo brasileiro e pelo afastamento de Deus. Ele participou de um culto na igreja evangélica Sara Nossa Terra e falou aos fiéis.

"Ouvi dos que me antecederam que, logo nas primeiras semanas que assumiram o cargo, começaram a sentir a solidão do poder. O que posso dizer de mim, acredito que essa solidão venha por dois motivos. Pelo descompromisso com a lealdade ao povo brasileiro. E o segundo pro afastamento de Deus, nosso criador", disse.

O presidente complementou ainda dizendo que "os problemas existem, mas há a vontade de acertar". "O fato de ter amigos ao seu lado, dentro e fora do palácio, e uma família que é a base para aqueles que queiram fazer algo de bom, é o que nos alimenta", disse.

O presidente disse ainda que realiza uma "difícil missão", mas ressaltou que "Deus sabe o que faz e capacita os escolhidos". Ele agradeceu ainda o apoio da comunidade evangélica para a sua eleição. "Agradeço por estar vivo e poder realizar essa missão", disse.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro também participou do culto. Ela recebeu uma homenagem da igreja e agradeceu pelas orações "pelo momento mais difícil que já passamos na nossa vida".

"Assim como meu marido confia que está realizando uma missão de Deus, eu também acredito que estamos em um chamado divino", disse.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e a sua esposa, Denise Verbeling, também participaram do culto.

Reunião com Onyx e Heleno antes de ir ao culto 

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta manhã de domingo (21) com os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, no Palácio da Alvorada.

Eles não quiseram falar com a imprensa na saída. No último sábado (20), Bolsonaro afirmou que receberia os ministros e deu a entender que poderiam discutir propostas econômicas como a liberação do saque do FGTS.

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