CASO MARIELLE

MP afirma: porteiro mentiu em depoimento sobre ida de suspeito à casa de Bolsonaro no caso Marielle

Segundo chefe do GAECO, porteiro interfonou para a casa 65 e entrada de Èlcio de Queiroz foi autorizada por Ronnie Lessa

JC Online
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Publicado em 30/10/2019 às 16:56
Foto: Reprodução/Facebook Jair Messias Bolsonaro
Segundo chefe do GAECO, porteiro interfonou para a casa 65 e entrada de Èlcio de Queiroz foi autorizada por Ronnie Lessa - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook Jair Messias Bolsonaro
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O Ministério Público do Rio de Janeiro confirmou que o porteiro que envolveu o nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na morte da vereadora Marielle Franco mentiu em depoimento à Polícia Civil. Segundo disse a promotora do do MPRJ, Simone SibilioRJ, chefe do Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado (GAECO), em entrevista a jornalistas, quem autorizou a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio do presidente foi Ronnie Lessa, suspeito de ter feito os disparos.

Uma reportagem do Jornal Nacional, da emissora Globo, exibida na noite da última terça-feira (29), se baseou no depoimento de um porteiro do condomínio onde o presidente tem casa no Rio. Mais cedo, um investigador relatou à Veja que suspeitava de mentira.

Segundo a reportagem da Globo, no dia do assassinato de Marielle Franco, o ex-policial militar Élcio Queiroz, suspeito de envolvimento na morte, disse na portaria do condomínio que iria à casa de Bolsonaro, na época deputado federal.

"As gravações comprovam que Ronnie Lessa é quem autoriza a entrada do Élcio. E, em depoimento, eles omitiram diversas vezes que estiveram juntos no dia do crime. O porteiro mentiu, e isso está provado por prova técnica", afirmou Simone Sibilio.

O porteiro prestou dois depoimentos. No primeiro, relatou que ligou para casa de Bolsonaro. No segundo, confrontado com o áudio da conversa, manteve a versão, mas deixou dúvidas nas investigações em relação à veracidade das informações.

A promotora afirmou que a investigação teve acesso à planilha da portaria do condomínio e às gravações do interfone, comprovando que o porteiro interfonou para a casa 65 e que a entrada de Élcio foi autorizada por Ronnie Lessa, com quem se encontrou.

Carlos Bolsonaro divulga vídeo com registros da portaria 

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) publicou em suas redes sociais um vídeo no qual alega ter acessado o arquivo de ligações realizadas na portaria de seu condomínio no dia 14 de março de 2018, data em que a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi assassinada. De acordo com a gravação postada por ele, a ligação das 17h13, citada pela reportagem do Jornal Nacional, foi realizada para a casa de número 65 e não para a 58, casa de Jair Bolsonaro. O vereador informou que teve acesso às gravações por ser morador do condomínio e que isso "não teria problema", mas reafirmou que as investigações correm sob segredo de Justiça.

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