Quarentena

A quarentena em Pernambuco precisa vir acompanhada de fiscalização rígida. Governo não pode ser desmoralizado

A insuficiência de fiscalização já levou o lockdown de 2020 ao fracasso. Quando não se usa a força do Estado para garantir que os decretos do governador sejam cumpridos, para além do enfraquecimento de autoridade, temos ainda uma punição injusta aos honestos.

Igor Maciel
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Igor Maciel
Publicado em 15/03/2021 às 19:04 | Atualizado em 15/03/2021 às 20:04
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O governador Paulo Câmara (PSB) - FOTO: TV JORNAL/REPRODUÇÃO
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O governo quis dar a devida importância ao novo pacote de restrições anunciado e mostrar que ele é mais duro do que foi o lockdown de 2020. Chamar de "quarentena" foi o sinal mais claro dado pelo Palácio do Campo das Princesas.

Mas, nomenclaturas não resolvem se não houver fiscalização. 

Só existe uma coisa pior do que o sacrifício: o sacrifício em vão. O prejuízo que o setor produtivo terá nesses 10 dias iniciais de quarentena é difícil de calcular. O prejuízo social, por mais que se esteja contando com Auxílio Emergencial, é imenso.

A repercussão negativa para a economia e para a desigualdade é inimaginável. E tudo isso só será pior se não se alcançar resultado efetivo.

Para que o resultado aconteça, o governo precisa ter fiscalização. A insuficiência de fiscalização já levou o lockdown de 2020 ao fracasso.

Quando não se usa a força do Estado para garantir que os decretos do governador sejam cumpridos, para além do enfraquecimento de autoridade, temos ainda uma punição injusta aos honestos. 

Com 97% de ocupação nas UTIs, não fechar seria apoiar a morte ao invés de evitá-la.

Deveria ter sido feito antes.

Mas, caso se feche tudo e nem tudo se feche por falta de fiscalização, teremos, além das mortes, desmoralização e injustiça com os que cumprem a lei.

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