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Câmara deu passo para finalmente tirar das costas do pagador de impostos o peso insuportável da estatal Correios

Confira os destaques de Cláudio Humberto para esta sexta-feira (6)

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 06/08/2021 às 7:14
Análise
AGÊNCIA BRASIL
A privatização era necessária para dar uma chance de sobrevivência aos Correios e principalmente aos seus serviços, ainda necessários - FOTO: AGÊNCIA BRASIL
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Saiu das costas dos brasileiros

Em votação histórica, contrariando interesses ideológicos e corporativistas, a Câmara deu um passo definitivo, nessa quinta-feira (5), para finalmente tirar das costas do pagador de impostos o peso insuportável da estatal Correios. A votação folgada, de 286x173 votos, representou também, do ponto de vista político, uma nova demonstração de força do presidente da Câmara, Arthur Lira, da base governista e do Centrão. E o governo vai se livrar de 100% do capital da empresa. A estatal Correios, que já foi instituição admirada pelos brasileiros, começou o declínio no governo Lula e foi à bancarrota com Dilma. O declínio foi ocasionado por gestores desqualificados, sindicalistas que saquearam a estatal com benefícios insuportáveis aos cofres da estatal. A privatização era necessária para dar uma chance de sobrevivência aos Correios e principalmente aos seus serviços, ainda necessários. 

Recordes de vacinação

Agosto começou com dois recordes seguidos de vacinação no Brasil. Foram 4,8 milhões de doses aplicadas em dois dias, sendo 2,37 milhões na terça (3) e 2,42 milhões na quarta-feira (4). No total são mais de 109 milhões de pessoas ou 68,1% da população adulta do País.

Segundo a plataforma vacinabrasil.org, o Brasil superou 44 milhões de brasileiros imunizados contra covid pela segunda dose ou dose única. Já a OurWorldinData aponta média diária de 1,45 milhão de doses no Brasil.

O Brasil já passou de 52% da população vacinada ao menos com uma dose, e deve superar em breve os Estados Unidos, hoje com 57,6%.O avanço na vacinação fez desabar os casos e mortes por covid, que estão nos menores patamares do ano: 32.460 e 887, respectivamente.

 

 

Sem harmonia

O rompimento de relações anunciado nessa quinta (5) pelo ministro Luiz Fux confirma o acirramento de ânimos e a falta de serenidade de autoridades do Executivo e até do Judiciário. O Brasil não merece isso. Resta ao Poder Legislativo a missão de pacificar essas relações.

Carapuça

Ganhou contornos de carapuça a reação da cúpula da CPI da Covid, que ontem - alegando "intimidação" - recorreu ao Supremo para proibir a Polícia Federal de investigar quem vazou seu inquérito sigiloso.

Sucesso

A chegada de Ciro Nogueira movimentou outra vez o 4º andar do Planalto, onde fica a Casa Civil. Andava esvaziado, sobretudo de parlamentares, quando o general Luiz Eduardo Ramos era ministro.

Chegou

O novo ministro não quis promover uma vassourada nos ocupantes de cargos da Casa Civil. Optou por remanejamentos pontuais, enquanto toma pé na situação. Não quer desarrumar, tampouco atrair problemas.

Viúvo porcina

Ao "cancelar" compra Viúva Porcina, que foi sem nunca ter sido, de vacina russa Sputnik V, o coordenador do fórum de governadores, Wellington Dias (PT), do Piauí, mostrou que a teoria, na prática, é outra.


Amadorismo

Impressiona o caso de vigaristas principiantes que invadiram celulares de políticos e até tentaram aplicar o golpe de R$ 20 mil em um deles, mas acabaram com prejuízo de R$ 50.

Frase

"Aplicaremos 60 milhões de doses de vacina em setembro" - Ministro Marcelo Queiroga (Saúde) comemorando o avanço da imunização contra covid

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