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Vai viajar de avião com seu pet? Confira dicas e normas para transporte de animais no Brasil

No Brasil, animais de estimação podem ser transportados na cabine ou no bagageiro, a depender do porte, a raça e a idade. Alguns cuidados também podem ser tomados para tornar a viagem menos estressante para os pets

Katarina Moraes
Katarina Moraes
Publicado em 23/10/2021 às 8:00
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@ANGELBENGAL
A gata Angel compartilha fotos de suas viagens e aventuras junto a sua tutora no Instagram - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@ANGELBENGAL
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A hora de pegar um voo junto ao amiguinho de quatro patas é, definitivamente, um momento de tensão para o tutor e o animal, ainda mais se ele não tiver acostumado a percorrer as longas distâncias preso. Assim, é de extrema importância saber quais cuidados devem ser tomados antes e durante o percurso, especialmente em viagens mais longas.

O assunto voltou à tona após dois tutores denunciarem companhias aéreas pela morte de seus pets em voos domésticos no Brasil. O primeiro caso aconteceu no trajeto entre Rio de Janeiro e São Paulo e a causa da morte foi hipertermia. O segundo, ocorrido no trecho entre São Paulo e Aracaju, teve como causa a morte por asfixia, apesar do uso da caixa de transporte recomendada.

Diante disso, especialistas defendem que haja uma revisão dos protocolos para o transporte aéreo de animais de estimação fora da cabine da aeronave,de forma a acabar com a equiparação de transporte de animais domésticos ao transporte de cargas. "Estamos transportando vidas e uma série de cuidados devem ser adotados para garantir a integridade física e evitar mortes”, avaliou o diretor científico da Associação Mineira de Medicina de Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

O diretor pontua desafios significativos oferecidos pelo transporte aéreo. “A microgravidade, exposição à radiação, força G, lesões por ejeção de emergência e condições hipóxicas. Tudo isso precisa ser avaliado para oferecer segurança”, completa.

Regras no Brasil

No Brasil, animais de estimação podem ser transportados na cabine ou no bagageiro, a depender do porte, a raça e a idade, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Os pets devem ser levados limpos, sem odor, em uma caixa de transporte com espaço suficiente para que ele consiga se locomover, além de aberturas para garantir a circulação do ar.

Na Gol, o animal deve ter peso máximo de 10kg, contando com a caixa, além de no mínimo 4 meses de idade para ser levado na cabine. Para ser transportado no bagageiro, o animal deve pesar entre 10kg e 30kg, com idade mínima de 4 meses.

Na Latam, o peso máximo permitido para que o pet vá na cabine é de 7kg, incluindo o peso da caixa, e a idade mínima é de 8 semanas, com exceção para viagens aos Estados Unidos, que exige mínimo de 4 meses. Para viajar no bagageiro, é permitido até 45kg, seguindo a mesma norma da cabine para idade.

Já na Azul, o animal deve ter peso máximo de 7kg, contando com a caixa, além de no mínimo 4 meses de idade para ser levado na cabine. A companhia não aceita transportar pets no bagageiro. 

O trânsito de cães e gatos entre países exige documento emitido pela autoridade veterinária do país de origem e aceito pelos países de destino, atestando as condições e o histórico de saúde do animal de estimação bem como o atendimento às exigências sanitárias do país de destino. No Brasil, os documentos utilizados para essa finalidade são o CVI (Certificado Veterinário Internacional) e o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, que são expedidos por Auditores Fiscais Federais Agropecuários das unidades de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO).

Dicas para transporte

Há vários meios de mitigar as probabilidades de algo dar errado e minimizar o sofrimento dos animais que precisam voar. Antes da viagem, é recomendado que os tutores levem os pets ao médico veterinário. Além disso, todo o ambiente de espera no embarque e desembarque deve ser meticulosamente preparado, assim como a logística operacional, priorizando a introdução e retirada da caixa com animais do interior da aeronave, para que se possa reduzir o tempo de permanência nesses ambientes hostis para eles, segundo indica Coimbra.

Segundo o especialista em segurança viária, os animais domésticos devem passar por um período de adaptação para voar fora da cabine. “Os pets não estão habituados a tanto barulho e ao ambiente em que ficarão inseridos por horas, isso gera um estresse muito grande. Além disso, o calor e a desidratação agravam esse sofrimento e, em casos extremos, podem provocar a morte”, comenta.

Para melhorar essas condições, explica Coimbra, o tutor deve fazer um planejamento para que o pet se adeque à caixa de transporte. “Uma boa estratégia é promover a adaptação do animal com o confinamento na caixa ainda em sua casa, aumentando gradativamente a permanência até que se atinja o tempo total programado para a viagem. Isso reduz o estresse e ocorrências indesejáveis”, observa.

 

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