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Uber e 99: você sabia que está pagando mais caro pelas corridas de aplicativos? Entenda a razão

Infelizmente, o Grande Recife tem batido recorde no aumento, superando até mesmo a alta do País. Enquanto isso, taxistas seguram tarifa

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 18/11/2021 às 8:00
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A lei autoriza que a frota passe de oito para dez anos a partir de 2022 - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Se você é usuário frequente dos aplicativos de transporte individual, como Uber, 99 e Indriver, já deve ter sentido que está pagando mais caro pelo serviço. Principalmente se você estiver na Região Metropolitana do Recife, onde a inflação superou até mesmo o índice nacional. O aumento é constatado, mais uma vez, pelo IPCA, medido pelo IBGE. A majoração dos preços, entretanto, não ajuda o setor de aplicativos de transporte, que enfrenta dificuldades com os cancelamentos frequentes de corridas por motoristas parceiros em busca de viagens que compensam o custo com o combustível.

E é confirmado no momento em que os taxistas abrem mão do reajuste de 7% no preço da tarifa para conseguir atrair os passageiros insatisfeitos com os aplicativos. Enquanto a variação dos transportes por aplicativo no País foi de 19,85% entre setembro e outubro, no Grande Recife alcançou 23,83%. Foi a segunda maior alta entre todos os produtos e serviços pesquisados na RMR, perdendo apenas para as passagens aéreas, que tiveram a maior alta: 47,52%.

O índice significa que o preço das corridas tem aumentado, embora a inflação do transporte por aplicativo tenha oscilado bastante em 2021. Essa variação, segundo o IBGE, pode ter relação com a recomposição da tarifa a partir da flexibilização do distanciamento social e do avanço da vacinação. Mas é fato que andar de Uber, 99 e Indriver ficou mais caro. “O índice de reajuste dos transportes por aplicativo em outubro foi de 23,83%. Para as pessoas entenderem, é como se uma corrida que em setembro custava R$ 10, com a variação de preços, passasse para R$ 12,38 em outubro. Esse seria o aumento médio”, explica a gerente de Planejamento e Gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita.

A economista pondera, no entanto, que as variações regionais dependem de uma série de fatores, como as condições econômicas da população, o quanto de reajuste já foi repassado aos consumidores e, em alguns casos, de todos os custos que não são repassados para conseguir manter o nível dos serviços prestados. “Além disso, precisamos considerar, por exemplo, o fato de que a oferta é reduzida porque motoristas podem ter desistido de trabalhar no serviço devido aos altos custos, o que eleva os preços ao consumidor”, pondera Fernanda Estelita.

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