PANDEMIA

Área técnica da Anvisa recomenda aprovar uso emergencial da vacina de Oxford

A vacina foi desenvolvida em uma parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a Universidade de Oxford e a empresa Astrazeneca

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Estadão Conteúdo

Publicado em 17/01/2021 às 13:19 | Atualizado em 17/01/2021 às 14:36
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A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou neste domingo (17) a aprovação do uso emergencial de 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 que o governo federal ainda tenta importar da Índia.

Os cinco diretores da agência ainda vão votar se aprovam o uso da vacina. A área técnica recomendou ainda o monitoramento das "incertezas e reavaliação periódica" dos dados da vacina.

Um pouco antes, a área técnica da agência também tinha recomendado a aprovação do uso emergencial da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac que será distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, também com as mesmas condicionantes.

Acompanhe a reunião 

Vacina chinesa também recebe recomendação 

A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou, durante reunião da diretoria colegiada neste domingo (17), a aprovação vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.

Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, a eficácia da Coronavac é de 50,39%.

Significa que, de cada cem pessoas vacinadas que tiverem contato com o vírus, 50,39% não vão manifestar a doença graças à imunidade conferida pela vacina, pelas contas da agência. O cálculo da eficácia geral leva em conta a análise de todos os casos de covid-19 registrados entre os voluntários dos testes clínicos.

"A recomendação, como área técnica, é que, tendo em vista o cenário da pandemia, aumento do número de casos e ausência de alternativas terapêuticas, a gerência recomenda a aprovação do uso emergencial da Coronavac, com acompanhamento das incertezas que ainda temos e reavaliação periódica", disse Mendes.

Além disso, os dados não permitem conclusões sobre "desfechos secundários" da vacina, como a proteção de casos leves (que exigem ida ao médico) e graves e moderados (que podem levar à internação).

A eficácia geral da vacina é de 50,39%, segundo a Anvisa. O Butantã ainda aponta redução de 78% de casos leves, mas a agência afirma que não há dados para essa alegação.

Durante as conclusões, Gustavo Mendes reforçou que a área técnica recomenda o uso emergencial do imunizante, mas com a condição de monitoramento e reavaliação periódica.

A Anvisa informou, ainda, que uma maior eficácia da vacina Coronavac foi apresentada quando foi associada a maiores intervalos entre as doses, isto é, com 8 a 12 semanas de intervalos.

 

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