Notícias sobre segurança pública em Pernambuco, por Raphael Guerra

Segurança

Por Raphael Guerra e equipe
VIOLÊNCIA NO FUTEBOL

PM diz que ônibus do Fortaleza tinha escolta no momento do ataque, no Recife

Veículo foi atingido por bombas caseiras e pedradas, na madrugada desta quinta-feira (22). Jogadores ficaram feridos e precisaram de atendimento no hospital

Cadastrado por

Raphael Guerra

Publicado em 22/02/2024 às 13:42 | Atualizado em 22/02/2024 às 14:00
Gonzalo Escobar sofreu ferimentos após ônibus do Fortaleza ser atacado por torcida uniformizada do Sport - Reprodução/Marcelo Paz

O ataque criminoso contra o ônibus da delegação do Fortaleza, na madrugada desta quinta-feira (22), continua gerando questionamentos sobre o esquema de segurança para evitar que mais um episódio de violência fosse registrado após uma partida de futebol. 

As primeiras informações indicam que criminosos jogaram bombas caseiras e pedras contra o veículo, que seguia pela BR-232, no Curado, na Zona Oeste do Recife. O ataque aconteceu após a partida entre o Fortaleza e o Sport, com placar de 1 a 1, no Arena Pernambuco. Seis jogadores ficaram feridos e precisaram de atendimento médico, segundo o clube cearense.

A Polícia Militar de Pernambuco alegou que havia escolta no momento do ataque, mas que nenhum suspeito foi capturado. 

"A PM estava realizando a escolta daquela equipe. Essa escolta era formada por motociclistas e uma viatura quatro rodas. Mas havia 80 a 100 pessoas envolvidas nisso. Os agressores atacaram o ônibus e se dispersaram. A PM que estava no local passou a fazer o socorro de urgência aos jogadores feridos", disse o coronel Alexandre Tavares, coordenador do Grupo de Trabalho de Futebol (GT Futebol), da Secretaria de Defesa Social (SDS). 

Segundo ele, os criminosos teriam agido premeditadamente. "Eles aguardaram a oportunidade, quando o veículo precisou diminuir a velocidade, para lançar pedras e rojões."

Os criminosos, se identificados, devem responder por crimes como lesão corporal, associação criminosa e dano ao patrimônio. 

FERIDOS

Em comunicado oficial, o Fortaleza divulgou a situação dos jogadores feridos. após o ataque. 

"O arqueiro João Ricardo sofreu um corte no supercílio, enquanto o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar recebeu uma pancada na cabeça, além de cortes na boca e no supercílio. O lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram atingidos por estilhaços de vidro, resultando em ferimentos que demandaram contenção de sangramentos."

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O QUE DIZ O SPORT?

A assessoria de comunicação do Sport Club do Recife também se pronunciou por meio das redes sociais. 

"O Sport Club do Recife repudia veementemente os atos de violência praticados contra o ônibus da delegação do Fortaleza Esporte Clube na saída da Arena de Pernambuco após a partida desta quarta-feira. Os absurdos atos de violência não condizem com a real conduta e comportamento da torcida rubro-negra, tampouco com os valores do Clube - que sempre irá abominar esse tipo de postura", disse um trecho. 

"O presidente Yuri Romão, o executivo André Figueiredo, o coordenador técnico Ricardo Drubscky e a equipe médica do Clube já estão com delegação do time cearense, prestando apoio e todo o suporte necessário. O Sport também já se colocou à disposição para ajudar na apuração dos fatos e as investigações, buscando identificar os envolvidos nesse ato criminoso", completou. 

RAQUEL LYRA LAMENTA ATAQUE 

Nas redes sociais, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, comentou o ataque ao ônibus do Fortaleza. 

"O futebol é uma paixão nacional e deve sempre unir as pessoas, jamais ser palco para atos violentos. O episódio com o time do Fortaleza é lamentável e será apurado com todo vigor. Como torcedora e pernambucana, fico triste e envergonhada", escreveu a governadora no X (antigo Twitter).

"Como governadora, garanto que trabalharemos para buscar e punir os culpados. As pessoas responsáveis por esse ato não são torcedores, são criminosos. Futebol e violência não devem se misturar jamais", completou.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que as investigações seguem com a Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva.

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