Museu do IAHGP, no Recife, reabre em fevereiro com nova estruturação; conheça mudanças
Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano completa 163 anos de fundação com sessão solene e museu reestruturado em salas temáticas

O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) celebra 163 anos de fundação nesta terça-feira (28), consolidando-se como uma das instituições históricas mais antigas do Brasil.
A data será marcada por uma solenidade especial, a partir das 19h, na histórica sede do Instituto, localizada no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife.
Ao longo do último ano, o IAHGP concentrou esforços na revitalização de sua estrutura física e na modernização do Museu do Instituto.
As ações visam preservar e valorizar seu acervo único, composto por documentos, objetos e artefatos que narram a trajetória de Pernambuco ao longo dos séculos.
Reestruturação
A reestruturação do Museu do IAHGP é o destaque desse processo de renovação. Cada ambiente está sendo repensado para oferecer aos visitantes uma experiência imersiva, contextualizando-os no tempo e nos acontecimentos retratados.
"Estamos trabalhando em etapas para que, em breve, todas as salas do museu possam ser reabertas, mostrando o acervo de valor singular que preservamos no Instituto", afirma Dirceu Marroquim, historiador e membro da comissão de reestruturação.
A previsão é que o museu esteja completamente reaberto ao público em fevereiro de 2025.
Primeiras salas

Uma das primeiras realizações foi a reinauguração da Sala da Restauração, em julho de 2024, em alusão ao bicentenário da Confederação do Equador. Este espaço destaca itens relacionados à ocupação holandesa e à Guerra da Restauração.
Agora, será inaugurada a Sala das Revoluções, que aborda os grandes ciclos revolucionários de Pernambuco, incluindo a Revolução Pernambucana de 1817, a Convenção de Beberibe de 1821 e a Confederação do Equador de 1824.
Democratização

Sob a liderança de Margarida Cantarelli, atual presidente do IAHGP, a instituição tem se empenhado em democratizar o acesso à história de Pernambuco.
"As intervenções e obras foram impactadas por entraves burocráticos, mas seguimos confiantes de que concluiremos a ampliação da estrutura do prédio para melhor atender estudantes, turistas e pesquisadores", explica Cantarelli.
"A história de Pernambuco é um legado vivo que deve estar acessível a todos, não apenas em datas comemorativas, mas de forma constante."
Sessão magna
A celebração de aniversário também será marcada pela posse de 12 novos associados, que se juntarão ao grupo de membros do IAHGP.
Entre eles, está Mário Muniz, auditor da Receita Federal e graduado em Direito e Medicina. Muniz segue os passos do pai, o historiador cearense Limerio Moreira da Rocha, também membro do Instituto.
"Para mim, é uma honra integrar o IAHGP. Meu pai sempre me ensinou o valor de preservar e difundir a história, e espero estar à altura dessa missão. Não há futuro sem memória", declara Muniz.
Com o compromisso de manter viva a memória histórica de Pernambuco, o IAHGP segue como um farol da identidade do estado, projetando-se para novos desafios em 2025 e além.