Além de estar preso, Ronaldinho é submetido a exames por risco de coronavírus

Por enquanto, as visitas no presídio de segurança máxima ainda não foram proibidas
Estadão Conteúdo
Publicado em 11/03/2020 às 19:07
O jogador de futebol brasileiro aposentado Ronaldinho (C) e seu irmão Roberto Assis (R) chegam ao Palácio da Justiça de Assunção para comparecer a um promotor público que decidirá se lhes concederá fiança ou não após sua entrada irregular no país, em Assunção, em março 7, 2020. - O ex-jogador de futebol brasileiro Ronaldinho e seu irmão foram detidos no Paraguai depois de supostamente usar passaportes falsos para entrar no país sul-americano, informaram autoridades nesta quarta-feira. Foto: NORBERTO DUARTE/AFP


Médicos foram à cela de Ronaldinho Gaúcho e Assis nesta quarta-feira (11) no presídio de segurança máxima onde os dois estão detidos em Assunção, no Paraguai, para medir a temperatura de ambos. O Estado apurou que o procedimento foi realizado em todos os detentos como parte da verificação dentro do presídio para descobrir se há algum preso com suspeita de coronavírus.

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Autoridades paraguaias decidiram suspender eventos e shows públicos e privados, além de atividades em locais fechados, como cinemas, teatros, clubes e cassinos. Eventos esportivos têm de ser realizados sem a presença de torcedores e as atividades escolares estão suspensas por um período de duas semanas.

O Ministério da Justiça não proibiu visitas nos presídios, mas médicos estão fazendo o controle na entrada de cada penitenciária para identificar visitantes com problemas respiratórios. Esta quarta-feira foi dia de visita no presídio onde Ronaldinho e o irmão estão detidos e ambos receberam seus advogados na cadeia.

Também nesta quarta-feira, a Suprema Corte do Paraguai decidiu suspender as atividades judiciais e administrativas em todo o país até o dia 26 de março, a fim de mitigar a disseminação do coronavírus. A paralisação temporária do poder judiciário paraguaio, no entanto, não deve afetar Ronaldinho e o seu irmão porque medidas cautelares serão seguidas e julgamentos já iniciados continuarão.

Ronaldinho e Assis tiveram o pedido de transferência para prisão domiciliar negado na terça-feira. A Justiça determinou que eles precisavam permanecer em um presídio durante a investigação. O inquérito pode durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias.

Os advogados agora trabalham para recorrer à Segunda Instância. A defesa alega que o ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado.

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