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China e Rússia reagem às acusações de Trump sobre ciberataques

O presidente dos EUA minimizou a invasão, da qual várias empresas e agências de seu país foram alvo no sábado, ironizando as acusações contra Moscou, e afirmou que "pode ser a China" o país por trás do ataque
AFP
Publicado em 21/12/2020 às 11:05
Trump não dá, no entanto, nenhum sinal de que está pensando em renunciar Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP


A China chamou nesta segunda-feira (21) de "piada" as acusações do presidente Donald Trump, que afirmou que o gigantesco ciberataque cometido contra os Estados Unidos pode ser obra da China, enquanto seu próprio governo responsabiliza a Rússia.

O presidente dos EUA minimizou a invasão, da qual várias empresas e agências de seu país foram alvo no sábado, ironizando as acusações contra Moscou. E, em um tuíte, Trump afirmou que "pode ser a China" o país por trás do ataque cibernético.

Em resposta, o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, não negou formalmente a hipótese de um envolvimento de Pequim, mas disse que as acusações do presidente Trump não eram "sérias" e que eram "contraditórias".

"As acusações americanas contra a China sempre tiveram tons de piada e segundas intenções", disse Wang à imprensa. "Em matéria de cibersegurança, o comportamento dos Estados Unidos não é bom e, se há um país mal posicionado para criticar os outros, são os Estados Unidos", acrescentou.

De acordo com o grupo americano de segurança cibernética FireEye, que também foi alvo de ataques cibernéticos na semana passada, desde a primavera de 2020 vários governos e empresas nos setores de consultoria, tecnologia e energia foram atacados na América do Norte, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Os "hackers" conseguiram invadir os sistemas informáticos dessas entidades, aproveitando-se da atualização de um programa de vigilância desenvolvido pela empresa SolarWinds e usado por dezenas de milhares de empresas e administrações de todo mundo.

O Kremlin negou hoje estar por trás da onda de sofisticados ataques cibernéticos cometidos contra serviços federais e empresas nos Estados Unidos, denunciando que as acusações contra a Rússia são "infundadas" e um sinal de "russofobia".

Esses ciberataques "não têm nada a ver conosco, já que a Rússia não está envolvida" neles, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à imprensa.

"Todas as acusações de um envolvimento por parte da Rússia são absolutamente infundadas e se enquadram em uma linha da russofobia cega, que constatamos a cada incidente", acrescentou.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, apontou para Moscou, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou o papel da Rússia no assunto.

Nos Estados Unidos, o Conselho de Segurança Nacional, e dos Departamentos do Tesouro e do Comércio, assim como diversos órgãos federais, foram afetados, segundo informações publicadas pela imprensa local.

Vários meios de comunicação americanos relacionaram estes ataques a um grupo de "hackers" russos vinculados aos serviços de Inteligência militar de Moscou.

Nos últimos anos, a Rússia foi várias vezes acusada de realizar ataques cibernéticos em todo mundo, algo que Moscou sempre negou.

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