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Rússia está disposta a negociar, se Ucrânia 'depuser as armas'

Rússia acusa a Ucrânia de cometer um "genocídio" da população de língua russa do leste do país vizinho, sem fornecer qualquer prova a respeito

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AFP

Publicado em 25/02/2022 às 10:42 | Atualizado em 25/02/2022 às 10:53
Tropas do exército russo na Crimeia - STRINGER / AFP

O presidente Vladimir Putin está disposto a enviar uma delegação para Minsk, capital de sua aliada Belarus, para negociações com a Ucrânia - anunciou seu porta-voz, Dmitri Peskov, nesta sexta-feira (25).

"Vladimir Putin está disposto a enviar uma delegação russa de alto nível para Minsk para negociações com uma delegação ucraniana", disse Peskov a agências russas de notícias.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse nesta sexta que a Rússia está pronta para negociações se a Ucrânia "depuser as armas".

"Estamos prontos para negociações, a qualquer momento, assim que as Forças Armadas ucranianas ouvirem nosso chamado e depuserem suas armas", disse o chanceler, em uma entrevista coletiva no dia seguinte ao início da invasão russa da Ucrânia.

"O presidente [Vladimir] Putin tomou a decisão por esta operação militar especial para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia para que, livres dessa opressão, os ucranianos possam escolher livremente seu futuro", afirmou.

O veterano diplomata russo também ecoou as palavras de Putin, assegurando que "ninguém está se preparando para ocupar a Ucrânia. O objetivo da operação é claro: desmilitarização e desnazificação".

A Rússia acusa a Ucrânia de cometer um "genocídio" da população de língua russa do leste do país vizinho, sem fornecer qualquer prova a respeito.

"Queremos que o povo da Ucrânia, todos os povos ucranianos, determinem livremente seu futuro", completou Lavrov.

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