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'Lutamos, né?', diz Odacy Amorim sobre apoio do PSB para corrida à Prefeitura de Petrolina

Odacy Amorim deixou cargo no governo Paulo Câmara para concorrer a prefeito de Petrolina e não obteve o apoio do partido, que está com o pré-candidato Julio Lossio Filho (PSD) na cidade

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Publicado em 15/09/2020 às 23:19
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O pré-candidato disse que a sua esposa, deputada estadual Dulcicleide Amorim (PT) também fez um esforço e lutou para que tivessem o PSB juntos na corrida em Petrolina. Ele também comentou que a candidatura de Marília Arraes no Recife é competitiva e está fortalecendo a chance de ter uma mulher na gestão do Recife. - FOTO: TVJC
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Ex-prefeito e pré-candidato à Prefeitura de Petrolina, Odacy Amorim (PT), que deixou o cargo de presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) do governo de Pernambuco para concorrer ao pleito declarou ter se esforçado para ter o apoio do PSB (que acabou apoiando o pré-candidato Julio Lossio Filho (PSD)), mas respeita a decisão do partido. Na ocasião, Odacy ainda ressaltou que a eleição em Petrolina será escolhida por "gente com coerência política".

Odacy Amorim foi o entrevistado desta terça-feira (15), do programa Resenha Política da TVJC, que está fazendo uma série de lives com os pré-candidatos à Prefeitura.

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Questionado se o fim da aliança PT-PSB com a candidatura da deputada federal Marília Arraes (PT) colocada no Recife acabou o prejudicando em Petrolina, Odacy afirmou que o esforço e a luta para ter o PSB junto na cidade "não foi possível por causa dessa indulgência de André de Paula (presidente estadual do PSD)". "Que cedeu o PSD no Recife e em troca, pediu Petrolina. A maior liderança do PSB é o deputado [federal] Gonzaga Patriota na cidade. Estivemos juntos na última eleição e nós dois tivemos 50 mil votos. Agora, a gente recebeu o apoio do deputado, então faz diferença. O PSB hoje não tem candidatos a vereador. A movimentação de Lucas Ramos tirou os vereadores do PSB", e comentou estar buscando ajuda de amigos, como Gonzaga Patriota, para ir atrás dos 50 mil votos que tiveram juntos.

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Com relação ao apoio do PSB em Petrolina à candidatura de Julio Lossio Filho, Odacy disse estar construindo outras direções com o PCdoB e o PTC. "Muita gente conhece minha relação com o povo de Petrolina. A gente vê esses prefeitos pegando todos os partidos, aquela força de tomar tudo. Isso é para diminuir a força do debate. Eu, tendo seis partidos que me garantissem um bom tempo de televisão, não estaria brigando por nada. Quero construir uma relação íntima com o povo, chegar a Prefeitura para fazer um governo aberto, que brigue para fazer mais com menos. Petrolina gasta muito e constrói pouco".

O senador Fernando Bezerra Coelho (DEM-PE) é o líder do governo Bolsonaro no senado e pai do prefeito e candidato à reeleição no município, Miguel Coelho (MDB), ambos apoiam o governo federal. Com o auxílio emergencial, o PT pode vir a não ter tanta força na cidade, mas para Odacy, FBC "é meio envergonhado para defender Bolsonaro por aqui".

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"A eleição em Petrolina pode ser escolhida por gente com coerência política. O governo Bolsonaro tem um desgaste muito grande na cidade, mas temos três candidatos que tiveram uma ligação com a eleição dele. Por exemplo, Julinho. O pai foi candidato a governador e fez uma movimentação naquela época, se ele tivesse no primeiro momento, poderia ter tido uma grande votação na onda que teve em Pernambuco. E tem outro grupo, que é o líder do governo Bolsonaro [FBC], mas é meio envergonhado para defender Bolsonaro por aqui. Depois do auxílio emergencial, eles passaram a ter uma coragem maior, mas não tem uma aliança bem estruturada. Eu vou atrás dos eleitores de Haddad", pontuou.

Amorim também comentou que só vê alegria "quando tem a chegada de algum ministro". "Quando se trata do presidente, não se fala tanto aqui. O governo dele tem sido muito ruim do ponto de vista dos direitos dos brasileiros. Eles estão com esse governo, mais para faturar, não os vejo defendendo e vão ter que defender, porque nós vamos com o projeto da Universidade do Vale do São Francisco, com institutos federais, com o Minha Casa Minha Vida", apontou.

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O pré-candidato assegurou que a sua vitória dará mais estabilidade na política de Petrolina e disse que enfrentará o poderio com os amigos, como o ex-presidente Lula (PT). "Lula é um amigo, é amigo do povo brasileiro, da cesta básica mais barata, de ter um teto para todos. É uma ideia do ponto de vista do brasileiro que se teve mais oportunidades. Lula pode nunca voltar a ser presidente do Brasil, mas ele fez".

Problemas da cidade

De acordo com o petista, o maior problema que Petrolina enfrenta hoje é a questão do desemprego e "juventude cabisbaixa", e pretende resolver essa situação, caso eleito, com propostas reais. "O outro, é cuidar do saneamento básico. Deixei um projeto avançado em saneamento e nesses últimos anos, não chegaram novos projetos em Petrolina. Saneamento é muito importante. Pavimentação nas periferias e, claro, saúde. Além da educação, tive a alegria de ser um prefeito que recebeu uma avaliação entre as melhores do Brasil quando implantamos a escola integral na cidade. Esse prefeito que está aí praticamente acabou com o modelo de educação que tinha".

Para diminuir o desemprego, Amorim pretende construir um distrito industrial, já que Petrolina é um dos maiores produtores de manda e uva do Brasil. "Pretendo priorizar as pessoas e facilitar a vida para os empreendedores. Acho que empresários que quiserem investir na cidade precisam ter facilidade. Na campanha passada eu disse que construiria um distrito industrial. Essa proposta passava por uma proposta de um distrito industrial municipal e que a gente integrasse isso com a agroindústria. Nós somos os maiores produtores de manga e uva do brasil. Também é preciso cuidar da agricultura familiar, da produção rural. Dar a ela condição, um nível de profissionalismo para que eles avancem", e uma das propostas é a criação de uma central de comercialização de frutas que contemple Petrolina e se integre com Lagoa Grande.

Compesa

A Compesa é uma grande questão na cidade, que está com um edital para privatizar o serviço de água e esgoto feito pela empresa. O ex-prefeito disse ter tido a chance de tirar a Compesa de Petrolina e chegou a apresentar a discussão "com um plano de investimento" ao então governador Eduardo Campos (PSB). "Esse plano de meta era arrumadíssimo e foi feito, garantiu a cidade uma nova captação de água. Nós dobramos a capacidade de fornecimento de água nesse plano de meta. Sou aliado do governador, mas como prefeito de Petrolina, o que vai ser feito é um plano de investimento. Se a empresa cumprir, fica. Se não cumprir, sai, mas não sai para privatizar. Sai para uma empresa de água municipal. Eu proponho uma atualização no plano de meta de investimentos, universalizar imediatamente o tratamento da água e oferta de água".

 

 

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