LEVANTAMENTO

Ibope/JC/Rede Globo: 55% não aprovam a gestão do prefeito Geraldo Julio (PSB) no Recife

Aprovação da gestão socialista na capital caiu enquanto a desaprovação subiu entre a pesquisa do dia 2 de outubro e a divulgada nesta sexta-feira (16)

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Publicado em 16/10/2020 às 6:40
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Geraldo Julio (PSB), prefeito do Recife. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Pesquisa Ibope/JC/Rede Globo, divulgada nesta sexta-feira (16), mostra que 55% dos recifenses desaprovam o modo como o prefeito Geraldo Julio (PSB) vem conduzindo o Recife. No levantamento anterior, do dia 2 de outubro, o índice estava em 52%. A aprovação à administração do socialista, que era de 44%, caiu para 40%. Outros 5% não sabem ou não responderam. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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A desaprovação maior ao mandato vem do público masculino. O índice fica em 59% entre os homens e em 53% entre as mulheres. A aprovação está em 38% entre o público masculino e em 42% entre o feminino.

IDADE

Na pesquisa por idade, os cidadãos de 16 a 24, 25 a 34, e 35 a 44 anos mostram o maior descontentamento com a administração municipal: 61%. A maior aprovação, 51%, fica entre os que têm 55 anos ou mais.

ESCOLARIDADE

No recorte por grau de escolaridade, a maior desaprovação da gestão socialista está entre os recifenses com ensino superior. São 64% que desaprovam contra 33% que aprovam e 3% que não souberam ou não responderam.

O maior contentamento com o governo municipal está entre os que possuem ensino fundamental. São 49% que aprovam, 46% que desaprovam e 5% que não souberam ou não responderam.

RELIGIÃO

Na divisão por religião, 56% dos evangélicos disseram que desaprovam a gestão, contra 39% que aprovam. Entre os católicos, a desaprovação é de 53% e a aprovação alcança 43%.

A pesquisa ainda ouviu pessoas que se disseram de outras religiões. Neste grupo, 57% desaprovam e 36% aprovam o governo municipal.

RENDA FAMILIAR

No recorte por renda familiar, o descontentamento é maior entre os que ganham mais de cinco salários mínimos. São 65% que desaprovam contra 31% que aprovam e 4% que não souberam ou não responderam.

A maior aprovação está entre os que ganham mais de um e até dois salários mínimos. São 43% que aprovam, 51% que desaprovam e 6% que não souberam ou não responderam.

CLASSIFICAÇÃO

O índice dos recifenses que consideram a gestão regular é de 38%. Os que classificam como ruim/péssima são 34%. Outros 25% avaliam como ótima/boa e 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu.

Na pesquisa divulgada no dia 2 de outubro, 40% dos entrevistados avaliaram o governo municipal como regular, contra 32% que disseram que era ruim/péssimo e 27% que classificaram como ótimo/bom. Um por cento dos entrevistados não soube ou não respondeu.

GOVERNO PAULO CÂMARA

HÉLIA SCHEPPA/DIVULGAÇÃO
Reabrir as escolas significa colocar de volta em circulação e em convivência direta mais de dois milhões de estudantes no Estado, e o impacto dessa medida ainda não tem, no mundo, parâmetros científicos e precisos de controle", enfatizou Paulo Câmara - HÉLIA SCHEPPA/DIVULGAÇÃO

A gestão do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), também foi avaliada na pesquisa Ibope/JC/Rede Globo divulgada nesta sexta-feira (16). Dos entrevistados, 22% avaliaram como ótima/boa, 35% como regular e 40% disseram que é ruim/péssima. Outros 2% não souberam avaliar ou não responderam.

No levantamento anterior, o governo estadual tinha 19% dos entrevistados o considerando ótimo/bom, 39% como regular e 40% o avaliando como ruim/péssimo. Outros 2% não souberam avaliar ou não responderam.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de outubro de 2020. Foram entrevistados 1.001 votantes. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo PE 08776/2020.

Avaliação de cientistas políticos

Para o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Arthur Leandro, os índices de desaprovação ao governo estadual e governo municipal preocupam o candidato socialista à Prefeitura do Recife, João Campos, e beneficiam postulantes como a Delegada Patrícia (Podemos).

"As administrações de Paulo e Geraldo patinam em patamares semelhantes e indicam que a melhor estratégia para João é ser filho de Eduardo Campos e neto de Miguel Arraes e, não, ser candidato do governo. Isso traz a rejeição que o governo já enfrenta. A rejeição ao governo beneficia uma candidata como Patrícia e prejudica João, se associam a ele o que acontece na prefeitura, ainda que sejam só denúncias, se associam os problemas da cidade a ele ele, ele sai prejudicado. Então, ele se beneficia da capacidade do PSB em criar as bases e se prejudica com a prefeitura no palanque", afirma.

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Na avaliação da cientista política e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho) Priscila Lapa, o levantamento mostra uma insatisfação generalizada da população com o rumo da administração pública. "É como se as pessoas não tivessem satisfeitas em como as coisas têm chegado para elas, independente de quem é o governante, independente de partido e dessa polarização. Então, no cenário como esse, a insatisfação é com a classe política, é com o estado de uma forma geral. Tem mostrado claramente um eleitor insatisfeito e que não foi capturado por nenhuma força política", diz.

Segundo Priscila, o descontentamento pode favorecer "candidatos estreantes, candidatos não vinculados politicamente de grupos, candidatos que não estão utilizando cabos eleitorais de políticos de mandato para fazer sua campanha. Agora, quando a gente cruza esses dados com as intenções de voto, isso fica um pouco relativizado, a performance individual dos candidatos está contando também. A escolha não se dá apenas por leitura mais ampla", acrescenta.

HÉLIA SCHEPPA/DIVULGAÇÃO
Reabrir as escolas significa colocar de volta em circulação e em convivência direta mais de dois milhões de estudantes no Estado, e o impacto dessa medida ainda não tem, no mundo, parâmetros científicos e precisos de controle", enfatizou Paulo Câmara - FOTO:HÉLIA SCHEPPA/DIVULGAÇÃO

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