AÇÃO

Justiça exige que governador Eduardo Leite apague vídeo com imagens de Chico Buarque

Vídeo que cita o famoso compositor foi publicado nas redes sociais no dia 4

Samantha Oliveira
Samantha Oliveira
Publicado em 21/09/2021 às 7:37
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Daryan Dornelles/ Divulgação; Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Chico Buarque processa Eduardo Leite por uso indevido de imagem - FOTO: Daryan Dornelles/ Divulgação; Gustavo Mansur/Palácio Piratini
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O juiz Fernando Rocha Lovisi determinou, por meio da Justiça do Rio de Janeiro, que governador Eduardo Leite (PSDB) deve apagar o vídeo em que cita o cantor Chico Buarque. A gravação se encontrava disponível nas redes sociais do político, e mostrava imagens do famosos compositor.

O documento foi obtido pelo UOL, e informa que a utilização da imagem "não é da vontade do autor". "Assim, a permanência da publicidade indevida será de difícil reparação para a imagem e nome do autor", consta. A multa diária, caso haja descumprimento, ficou determinada no valor de cinco mil reais.

A decisão vem após Chico Buarque e sua equipe entrarem com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Eles acusaram o governador Eduardo Leite de uso indevido de sua imagem, presente em um vídeo publicado nas redes sociais. Foi solicitado que o conteúdo fosse apagado das redes e também uma indenização de R$ 40 mil por danos morais.

Procurada, a assessoria do cantor afirmou que o veredicto se refere ao pedido de urgência solicitado.

Vídeo

A gravação em questão foi publicada no último dia 4, onde o governador do Rio Grande do Sul critica a polarização entre esquerda e direita. Ele cita a disputa do atual presidente, Jair Bolsonaro, conta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e se apresenta como uma alternativa mais central.

Eduardo Leite, então, cita Chico Buarque com pouco mais de 1 minuto de vídeo. "Nós não precisamos pensar todos iguais para sermos todos o mesmo Brasil. Basta aceitar, respeitar, conversar com as nossas diferenças. Basta ver no Chico Buarque e no Sérgio Reis duas belezas musicais, e não só duas escolhas políticas. Basta lembrar que nós, assim como eles, somos todos brasileiros", afirma.

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