HOMENAGEM

Palácio de Buckingham era contra a apresentação de Elton John no funeral da Princesa Diana: 'muito sentimental'

A apresentação de Elton John da sua clássica música "Candle In The Wind" quase não aconteceu devido à resistência do Palácio

Lívia Maria
Lívia Maria
Publicado em 30/12/2021 às 16:16
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Elton John apresentou 'Candle in the Wind' no funeral da Princesa Diana - FOTO: Reprodução
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Com todas as questões e polêmicas envolvendo a morte da Princesa Diana e a família real inglesa, mais uma revelação surpreendente veio à tona nesta quinta-feira (30) com a recente publicação de documentos do Palácio de Buckingham e do Governo. Os papéis mostram que a realeza não queria que Elton John, que era amigo íntimo de Diana, cantasse durante o funeral.

A apresentação de Elton John da sua clássica música “Candle In The Wind”, hoje considerada um dos momentos mais marcantes da cerimônia em homenagem à Princesa Diana, quase não aconteceu devido à resistência do Palácio. Os documentos divulgados pelo Arquivo Nacional sugerem que existia uma resistência à escolha da canção, temendo que era muito “muito sentimental” para a ocasião. Existia, inclusive, um “plano B”, para que um saxofonista tocasse uma versão instrumental solo da música, em vez de que o próprio Elton John a cantasse.

Abadia de Westminster interviu nas negociações 

A apresentação só aconteceu porque o reverendo da Abadia de Westminster, Dr. Wesley Carr, apelou ao palácio pela manutenção da performance de Elton John, argumentando que permitir que o cantor fizesse a apresentação seria um gesto “generoso” para o público, visto que este se voltou contra a família real após a morte da princesa devido à aparente indiferença da família à sua morte.

A música “Candle In The Wind” foi escrita originalmente em homenagem à Marilyn Monroe, mas foi amplamente aceita como um símbolo de homenagem de Elton John à Princesa Diana, uma de suas grandes amigas. A letra da música foi reescrita para a ocasião, mudando a abertura que diz “Goodbye Norma Jean” (“Adeus à Norma Jean”, português), em referência ao nome real de Monroe, para “Goodbye England’s rose” ou “Adeus à rosa da Inglaterra”, referenciando a Princesa Diana.

“Este é um ponto crucial no funeral e nós pedimos ousadia. É onde o inesperado pode acontecer e algo do mundo moderno que a princesa representou. Respeitosamente, sugiro que qualquer coisa clássica ou de coral é impróprio [para a ocasião]. Melhor seria a música anexa de Elton John (conhecida por milhões e sua música era apreciada pela princesa), que seria poderosa. Ele escreveu novas palavras para a melodia que está sendo amplamente tocada e cantada em todo o país em homenagem a Diana”, escreveu o reverendo à um membro da equipe que negociava os detalhes da cerimônia. “O uso da canção aqui seria imaginativo e generoso para os milhões que se sentem pessoalmente enlutados: é a cultura popular no seu melhor. Se as palavras forem consideradas sentimentais demais (embora isso não seja de forma alguma uma coisa ruim, dado o clima nacional), elas não precisam ser impressas - apenas cantadas”, finalizou o reverendo.

A performance de “Candle In The Light” entrou para a história da carreira de Elton John e a nova versão da canção vendeu mais de 33 milhões de cópias, arrecadando aproximadamente £37 milhões em nome da fundação da Princesa Diana.

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