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jun

Os Coelhos fora do PSB

16 / jun
Publicado por Giovanni Sandes às 14:17

Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Foto: Sérgio Bernardo/ JC Imagem

 

Não há nada formalizado. Nos bastidores, porém, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, e o seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, já se consideram fora do PSB – por terem, na visão deles, sido excluídos pela executiva nacional e também pelo grupo do governador Paulo Câmara. Mas eles só estão iniciando o ritual de saída, considerado inevitável por vários políticos do Estado.

 

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Bezerra Coelho, líder do PSB no Senado, e o seu filho estão entre os socialistas alvo de processo de expulsão da sigla por votarem a favor das reformas do governo Michel Temer (PMDB). A ala tem mantido conversas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). O DEM pode não ser a nova sigla deles. Mas os encontros denotam duas coisas.

 

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De um lado, o perfume do poder: Maia, segundo homem na República, assume interinamente a Presidência na semana que vem. Temer vai à Rússia. E se Temer cair, Maia assume no mínimo até a eleição indireta. Por outro lado, o gesto da ala revela o quão profundo é o racha no PSB, que pode perder um terço da bancada.

Internamente, o PSB previa: seu rápido crescimento, embalado pela então corrida presidencial de Eduardo Campos, alguma hora levaria à saída dos “não orgânicos” da sigla. É a hora do racha.

 

SOCIALISTAS JÁ ENSAIAM NARRATIVA CONTRA FERNANDO FILHO

 

Ministro Fernando Filho (PSB). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nos bastidores, os socialistas já insinuam uma narrativa que pode ser usada no futuro contra Fernando Filho: de que ele, no cargo de ministro das Minas e Energia, teria o poder de evitar o fechamento de empregos nos estaleiros do País. Em Suape, o caso do Atlântico Sul, que pode fechar em 2019, já é citado.

 

NACIONALIZAÇÃO DA CRÍTICA

O governador Paulo Câmara (PSB), garante um socialista, já levou essa preocupação com os estaleiros ao presidente da Petrobras, Pedro Parente. E a estatal é ligada ao ministro. O problema seria a mudança no baixo índice de nacionalização.

u seja, faltaria Fernando agir. A tática lembra a crítica do PSB ao senador Armando Monteiro (PTB), ex-ministro do Desenvolvimento e Indústria: seria o “ministro do desemprego”. Não se chegou a tanto contra Fernando. Ainda.


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