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Nos bastidores, políticos afirmam sobre Bezerra Coelho: “O candidato é o filho”

07 / set
Publicado por Giovanni Sandes às 7:15

Ministro Fernando Filho (PSB). Foto: divulgação

 

“O candidato é o filho”, repetem os políticos, nos bastidores.

Alvo de cinco inquéritos, o senador Fernando Bezerra Coelho, agora filiado ao PMDB, não é réu em nenhum. E considera que, a ser mantida a situação atual, sua candidatura a governador faria o PSB ficar impedido de discutir ética. É que o governador Paulo Câmara (PSB) é alvo de investigação com ele, o prefeito Geraldo Julio e o deputado federal Tadeu Alencar no inquérito 4.292, no Supremo Tribunal Federal: o caso Arena Pernambuco. Sem falar nos casos envolvendo FBC e o falecido Eduardo Campos (PSB).

Nas eleições 2016, muita gente esperava ver, no Recife, troca de acusações de PT, PSDB e PSB sobre corrupção e Lava Jato. E nada aconteceu. Sim, 2018 pode repetir a guerra suja nas redes sociais. Mas a Lava Jato tende a não ir para a TV. De novo.

Agora, pegue tudo isso e deixe de molho. Para a elite política estadual, o verdadeiro candidato da família Coelho seria o filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, formalmente no PSB, ainda. Claro, falta acertar com a oposição. Por isso o gesto de Bezerra Coelho ao senador Armando Monteiro (PTB) e ao ministro Bruno Araújo (PSDB), presentes ontem na sua filiação ao PMDB, dizendo que não há nomes postos. Mas há: o filho.

 

REFREANDO O PROCESSO DE EXPULSÃO

Não há dúvidas no meio político: o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, vai manter suspensa a expulsão de Fernando Filho do partido. Se o ministro se desfiliasse agora, poderia perder o mandato de deputado federal, que é do PSB. Ou ele sai expulso ou espera até março, pela janela partidária.

 

JUDICIALIZAÇÃO NO HORIZONTE

Quanto à guerra interna no PMDB, com proposta de dissolução da executiva estadual, políticos locais citam o PP do Ceará. Ano passado, em pleno eleição, a briga pelo comando da sigla gerou guerra de liminares.

O PMDB de Pernambuco tem executiva eleita, não é comissão provisória. A dura nota de ontem sinaliza que o deputado federal Jarbas Vasconcelos e o presidente estadual do partido, Raul Henry, podem ir à Justiça.


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