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jul

Magiluth abre o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

04 / jul
Publicado por Márcio Bastos às 19:05

Grupo Magiluth. Foto: Pedro Escobar/Divulgação

O Grupo Magiluth está em São Paulo para desenvolver duas ações: uma delas é uma breve residência artística, até dias 8 de julho, no Sesc Avenida Paulista, onde o grupo apresenta o processo de desenvolvimento de seu novo espetáculo, Ensaio Para o Fim do Mundo, baseado na obra de Jean Luc-Lagarce. No interior do estado, os pernambucanos abrem, dia 5 de julho, um dos eventos de artes cênicas mais tradicionais do País, o FIT Rio Preto – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Na ocasião, eles encenam a peça Luiz Lua Gonzaga, uma celebração da vida e obra do Rei do Baião.

E por falar no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, que completa 49 anos, sendo esta a 18ª edição internacional, há muito o que se ver. Serão 23 obras e um total de 50 apresentações. De fora do País, há companhias da Finlândia, Argentina e França. Já a produção nacional abarca trabalhos de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO:

ESPETÁCULOS ADULTOS

 

LUIZ LUA GONZAGA | Grupo Magiluth (Pernambuco)

Repleta de elementos típicos da cultura nordestina, a montagem, que faz uma homenagem ao rei do baião, é quase um musical mergulhado na linguagem popular. Apesar de não ser uma peça sobre o Luiz Gonzaga, o cantor e compositor ganha tributos especiais e músicas suas, como Asa Branca, Pense n’eu, Assum Preto, Último Pau de Arara, são executadas ao vivo por um trio de pé de serra.

Produção e realização: Grupo Magiluth. Direção: Pedro Vilela. Dramaturgia: Giordano Castro. Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Mário Sérgio Cabral. Músicos: Dennis Anderson João Tragtenberg e Pedro Cardoso. Confecção de bonecos: Lucas Torres. Direção de arte: Guilherme Luigi e Pedro Toscano. Contrarregragem: Roberto Brandão.

Dia 5, quinta-feira às 19h30 | Anfiteatro Nelson Castro (Represa Municipal) | Duração: 90 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

TUDO QUE ESTA AO MEU LADO (Todo lo que está a mi lado) | Fernando Rubio (Argentina)

A partir de lembrança despertada 25 anos depois – a primeira sensação de estar sozinho na infância –, o criador de Buenos Aires propõe experiência genuína de intimidade em espaço público. Cada participante por vez partilha a cama com uma atriz de modo a vivenciar uma narração de história. Por apenas alguns minutos as paisagens interior e exterior podem conformar um vínculo provisório com o desconhecido, concretizando um pensamento estético e sociopolítico impregnado de afetos e ressignificações.

Autor e diretor: Fernando Rubio | Atrizes: Elenco local | Produção na Argentina: Martín Grosman | Produção no Brasil: Sergio Saboya e Silvio Batistela.

Dia 6, sexta-feira das 11h às 13h e das 14h às 16h | Parque Ecológico Danilo Santos de Miranda (Zona Sul) | Dia 7, sábado das 10h às 12h e das 15h às 17h | Represa Municipal – Lago 2 (em frente AME) Dia 8, domingo das 11h às 13h e das 14h às 16h | Parque Ecológico Joaquim de Paula Ribeiro (Zona Norte) | Dia 9, segunda-feira das 10h às 12h e das 15h às 17h | Praça da Caixa D´ Água da Boa Vista | Dia 10, terça-feira das 11h às 13h e das 15h às 17h | Praça Rui Barbosa | Duração: 15 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

ISTO É UM NEGRO? | Tarina Quelho (São Paulo)

Leitores de intelectuais e ativistas-chave quando o assunto é racismo – Angela Davis, Fred Moten, Achille Mbembe, Bell Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e Aimé Césaire –, os artistas se perguntam como transformar teoria em cena. Como discutir negritude e questões raciais a partir da experiência singular de cada um dos atuantes? Daí algumas hipóteses possíveis sobre o que é ser negro e negra no Brasil hoje; sobre o que é ser um(a) artista negro(a) em tempos obscurantistas.

Direção: Tarina Quelho | Elenco: Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia | Codireção, arte gráfica e vídeo: Lucas Brandão | Dramaturgismo: José Fernando Peixoto de Azevedo.

Dia 6, sexta-feira às 19h | Dia 7, sábado às 19h | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 100 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

A IRA DE NARCISO | Gilberto Gawronski (Rio de Janeiro)

Narrador vivencia múltiplas situações e sensações cotidianas durante estadia em luxuoso hotel de Liubliana, capital eslovena, onde participa de simpósio acadêmico. Ele se envolve com um jovem nativo e investiga, por conta e risco, a origem de uma misteriosa mancha de sangue no carpete do quarto. Em mais um texto autoficcional, o premiado autor uruguaio radicado na França conduz o espectador por labirintos do eu, da linguagem e do tempo. Ser ou não ser é a questão.

Com Gilberto Gawronski | Autor: Sergio Blanco | Direção: Yara de Novaes | Diretor assistente: Murillo Basso.

Dia 6, sexta-feira às 21h30 | Dia 7, sábado às 21h30 | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 100 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

Gilberto Gawronski em ‘A Ira de Narciso’. Foto: Divulgação

ROMEU E JULIETA: OBRA-ATENTADO EM HOMENAGEM AOS QUE MORRERAM LUTANDO | Heterônimos Coletivo de Teatro (São Paulo)

Quais as possibilidades transgressoras do amor em tempos de guerra, ontem e hoje? Shakespeare é abordado da perspectiva do amor não enquanto romance, mas luta. Força capaz de mover cada ser e de destruir as estruturas conhecidas. São dias e noites sombrios os atuais e a morte de filhas e filhos não acalma mais o ódio das famílias. Essa obra se dá à luz por todos que já morreram vítimas dessa odiosidade. Em meio à guerra, pode-se ver nascerem pequenos amores-bomba. Tal a transgressão do amor!

Dramaturgia: Ophélia Trava, heterônimo coletivo de teatro | Direção: Felipe Rocha | Elenco: Ametonyo Silva, Danilo Arrabal, Douglas Vendramini, Felipe Rocha, Laris Gabrianne, Lívia de Souza, Marcela Grandolpho, Marcus Garcia, Marô Zamaro e Naia Soares.

Dia 6, sexta-feira às 21h30 | Dia 7, sábado às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

PUTO! | G.A.L. (São José do Rio Preto/ SP)

O Grupo de Apoio à Loucura propõe uma experiência performática que fala da homossexualidade na forma de um show-manifesto. O roteiro é criado a partir de depoimentos reais. A intenção é retratar a disseminação de preconceitos e estigmas sociais vividos por cidadãs e cidadãos LGBT. Um púlpito faz às vezes de palco para a música ao vivo e a poesia, entremeadas por narrativas breves em torno de descoberta, amadurecimento, punição, autoestima e libertação. Um rol de subjetividades provocadoras.

Autor e diretor: Murilo Gussi | Elenco: Andressa Maria, Murilo Gussi e Savio D’ Agostino | Concepção musical: Andressa Maria e Savio D Agostino | Provocação: Gustavo Colombini.

Dia 6, sexta-feira às 21h30 | Graneleiro | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 18 anos | Grátis.

 

ADEUS, PALHAÇOS MORTOS | Academia de Palhaços (São Paulo)

O acaso estende os braços a três grandes artistas circenses que se reencontram. Há tempos não sabiam dos respectivos paradeiros. Eles estão na antessala de uma agência de emprego e disputam a única vaga disponível. A peça do cultuado romeno que vive na França rememora amizades, segredos e vilanias culminando em profunda reflexão sobre o ofício de artista. Vencedor dos prêmios Shell SP (por cenografia) e Aplauso Brasil (melhor espetáculo de grupo e melhor direção).

Texto original: Matei Vişniec | Direção e adaptação: José Roberto Jardim | Elenco: Laíza Dantas, Paula Hemsi e Maurício Schneider | Direção musical: Tiago de Mello.

Dia 8, domingo às 21h30 | Dia 9, segunda-feira às 21h30 | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto | Duração: 70 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

O ÂNUS SOLAR | Maikon K (Paraná)

O texto homônimo do pensador francês Georges Bataille (1897-1962) evoca as forças da natureza, do sexo, do primitivo e do sagrado. A criação solo absorve esse potencial imagético e poético para dar a ver e sentir uma leitura original da obra em cena: o ânus como tudo aquilo que rejeitamos em nós, a cegueira desesperadora e reveladora. Sob o signo do caos, busca-se uma experiência que triture os clichês de gênero para chegar à medula, transitando por canto, artes visuais, dança e teatro.

Concepção, performance, textos e canções: Maikon K | Interlocução: Patricia Saravy.

Dia 8, domingo às 23h | Dia 9, segunda às 23h | Swift – Auditório | Duração: 90 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

CABARET MACCHINA | Selvática Ações Artísticas (Paraná)

A criação do coletivo é fruto de mergulho no cabaré como linguagem, pesquisa ora expandida na construção de um espetáculo de variedades realizado em espaço público. A dramaturgia correlaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas do lugar onde ocupa. Por um espetáculo máquina desejante em torno do dia a dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera antiedipiana. Essas inquietudes cênicas são norteadas pelo pensamento do dramaturgo alemão Heiner Müller (1929-1995).

Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück | Direção-geral: Ricardo Nolasco | Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Gustavo Bitencourt, Leonarda Glück, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Renata Cunali, Semy Monastier, Simone Magalhães e Victor Hugo

Dia 9, segunda-feira às 19h | Dia 10, terça-feira às 19h | Swift – Estacionamento | Duração: 120 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

DUETO PARA UM (Duet For One) | Reetta Honkakoski Company (Finlândia)

Teatro físico e teatro de formas animadas (leia-se manipulação de boneco) são combinados de maneira nada convencional nessa criação solo da companhia radicada em Helsinque. Uma mulher e um coelho de tamanho humano interagem por meio de gestualidades grávidas de pensamentos sobre as relações interpessoais. Não há palavra e, no entanto, as cenas plasmam sentimentos mútuos de ódio terno e de amor agressivo. Essa simbiose resulta em atmosfera e plasticidade líricas, densas e demasiado humanas.

Elenco: Reetta Honkakoski | Estágio: Elina Lajunen | Técnico de Desempenho: Ruben Nagore | Gerente de Excursão: Saija Nojonen.

 Dia 9, segunda-feira às 21h30 | Dia 10, terça-feira às 21h30 | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: 14 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

GUANABARA CANIBAL | Aquela Cia de Teatro (Rio de Janeiro)

A dramaturgia parte de documentos históricos para expor quão profundas são as raízes da guerra e da violência desde a fundação do Rio (1565). Há, por exemplo, um poema do padre José de Anchieta acerca da ofensiva portuguesa contra os tupinambás. A terra pertencia a tribos indígenas que, apesar de rivais, falavam a mesma língua e tinham costumes semelhantes como o ritual de canibalismo. O espetáculo fecha a “trilogia da cidade” composta ainda por Cara de Cavalo (2012) e Caranguejo Overdrive (2015).

Direção: Marco André Nunes | Texto: Pedro Kosovski | Elenco: Carolina Virguez, Matheus Macena, João Lucas Romero, Reinaldo Junior e Zaion Salomão | Direção musical:Felipe Storino.

Dia 10, terça-feira às 19h | Dia 11, quarta-feira às 19h | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

MORTOS VIVOS: UMA EX-CONFERÊNCIA | Foguetes Maravilha (Rio de Janeiro)

Quatro especialistas analisam a crise que tomou o mundo. Sugerem estratégias de sobrevivência e discutem assuntos como alteridade, xenofobia, fascismo, preconceito, tortura, a banalidade do mal e o fascínio pela violência. Afinal, o apocalipse já aconteceu: zumbis estão nas ruas, nas redes sociais, na televisão, no Congresso brasileiro. Não há mais governo, sinais de trânsito, produtos de supermercado, etiqueta social ou amenidades. Do que mais estamos dispostos a abrir mão?

Texto: Alex Cassal | Direção: Renato Linhares | Elenco: Felipe Rocha, Lucas Canavarro, Renato Linhares e Stella Rabello | Colaboração artística: Marina Provenzzano e Tereza Alvarez.

Dia 11, quarta-feira às 21h30 | Dia 12, quinta-feira às 21h30 | Teatro Municipal Paulo Mourao | Duração: 70 minutos | Classificação etária: 12 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

CÉREBRO DE ELEFANTE | Cia Ir e Vir (São José do Rio Preto/ SP)

Literalmente soterrados num sofá, marido, esposa e amante encontram-se no limbo de suas memórias. Buscam no passado razões e justificativas para o esgotamento. Nesse lugar inóspito e sem vida, o trio entrega-se ao vazio, sem perspectivas, como se condenassem a própria consciência à insanidade. O espetáculo pretende conduzir a plateia por um jogo absurdo e cíclico segundo as lembranças dessas figuras inspiradas no universo do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989).

Texto, cenografia e direção: Tiago Mariusso | Elenco: Harlen Félix, Luciana Gadoti e Vanessa Cornélio. Figurino e maquiagem: Isaac Ruy.

Dia 11, quarta-feira às 21h30 | Dia 12, quinta-feira às 21h30 | Zoológico Municipal (Bosque) | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 14 anos | GRÁTIS.

 

TARDE DE VENTANIA – VERSÃO 1 (L’Après-Midi d’un Foehn – Version 1) | Compagnie Non Nova (França)

Qual o tempo de vida de uma sacola de plástico? Da gênese em poliestireno de petróleo até ser descartada? A narrativa imagética consiste na viagem de uma pequena e anônima sacola, entre tantas outras, rumo à eternidade sem deterioração. Com referências ao poema de Mallarmé, “L’Après-Midi d’un Faune”, e sua inspiração para Debussy compor “Prélude à L’Après-Midi d’un Faune”, esse experimento lúdico transmuta meros objetos cotidianos em seres de convívio que ganham forma e presença para voar.

Dia 12, quinta-feira às 15h, 17h e 19h | Dia 13, sexta-feira às 15h, 17h e 19h | Dia 14, sábado às 15h, 17h e 19h | Teatro Municipal Humberto Sinibaldi | Duração: 25 minutos | Classificação etária: 5 anos | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

CALIBAN – A TEMPESTADE DE AUGUSTO BOAL | Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Rio Grande do Sul)

Impulsionado pela ideia de que “somos todos Caliban”, o grupo gaúcho que há 40 anos conjuga alegria e indignação no teatro de rua encena criticamente a onda conservadora em curso na América Latina atualmente. Vide o forte retrocesso que o Brasil enfrenta nos direitos sociais. Boal (1931-2009) escreveu a versão da obra de Shakespeare no exílio, em 1974. À época, movimentos sociais da região eram terrivelmente reprimidos por ditaduras civil-militares e derrotados ante o imperialismo estadunidense.

Texto: Augusto Boal | Concepção, direção, figurinos, máscaras, estrutura cenográfica, elementos e adereços: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz | Elenco: Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Paula Carvalho, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Letícia Virtuoso, Mayura Matos, Keter Velho, Luana Rocha, Alex Pantera, Pascal Berten, André de Jesus, Márcio Leandro, Lucas Gheller, Thales Rangel, Dalvana Vanso, Daniel Steil, Eduardo Arruda, Júlio Kaczam, Jana Farias, Pedro Isaías Lucas e Rochelle Silveira | Música original: Johann Alex de Souza.

Dia 13, sexta-feira às 16h | Praça Dom José Marcondes | Dia 14, sábado às 19h | Praça Frei Duarte (Estoril) | Duração: 90 minutos | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

PRETO | Companhia Brasileira de Teatro (Paraná)

O mote é: “Como reagir artisticamente diante da pluralidade cultural, política, étnica e racial?”. A montagem investiga a rejeição das diferenças na sociedade. E articula-se a partir da fala pública de uma mulher negra que inclui questões como o racismo. O viés da arte há de expandir as percepções sobre o outro, bem como os espaços de convivência. Para tanto, os criadores beberam da literatura de formação do pensamento brasileiro, as visões sobre a nossa história sociopolítica e étnico-cultural.

Dramaturgia: Marcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira | Direção: Marcio Abreu

Elenco: Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah e Rodrigo Bolzan ou Rafael Lucas Bacelar | Músico: Felipe Storino.

Dia 13, sexta-feira às 19h | Dia 14, sábado às 19h | Ginásio do Sesc Rio Preto | Duração: 80 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

‘Preto’, da Companhia Brasileira de Teatro. Foto: Nana Moraes/Divulgação

ENTRELINHAS | Coletivo Ponto Art (Bahia)

O solo perpassa as violências psicológica, emocional e sexual contra a mulher para retratar como a voz feminina tem sido silenciada diante da força física, da mentalidade escravocrata e do comportamento machista dominador – mesmo com significativos avanços sociopolíticos aqui e ali. A bailarina traz referências históricas como a máscara de flandres, usada pela lendária escrava Anastácia nas sessões de tortura pelo seu senhor, e o sutiã, símbolo da luta por liberdade na década de 60.

Coreógrafa e intérprete: Jaqueline Elesbão | Iluminação: Robson Poeta | Produção e sonoplastia: George Lucas | Produção executiva: Inaíra Meneses.

Dia 13, sexta-feira às 21h30 | Dia 14, sábado às 21h30 | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 35 minutos | Classificação etária: 16 anos | Ingressos: R$ 15,00; R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena).

 

ESPETÁCULOS PARA TODAS AS IDADES

 

GAGÁ | Cia Bendita (São Paulo)

Lelé e Tantã são amigos. Ou casados há 70 anos. Ou são Adão e Eva. Tanto faz, eles têm alma de palhaço. Vivem num espaço todo pintado de branco, sem portas nem janelas, divertindo-se com jogos e lembranças. A música que sai do alto-falante é a única ligação com o mundo exterior. E dançar ainda é possível. Até serem visitados pelo personagem-título que faz às vezes de Deus, cuidador, dono do asilo ou pai das crianças, vai saber. A montagem venceu o Prêmio APCA de 2017 por texto e cenário.

Texto e direção: Marcelo Romagnoli | Elenco: Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco | Cenário e luz: Marisa Bentivegna.

Dia 7, sábado às 15h | Dia 8, sábado às 15h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

EUFONIA | Cia dos Pés (São José do Rio Preto/ SP)

A qualidade da escuta ou da emissão de sons ou da voz tem a ver com o título dessa obra. Sua dramaturgia é permeada de sonoridades e imagens que evocam a cigarra, dona de um canto altissonante na natureza. No enredo, o jeito que se encontra para conversar é como uma dança. Os sons fazem trança na língua, querendo escapar da boca. Todo ruído ao redor é capturado e transformado em fantasia. É desse jeito que o mundo se mostra para a nova voz que busca seu tom na imensidão de um jardim surrealista.

Concepção: Cia. dos Pés | Direção artística e figurinos: Linaldo Telles | Com: Angélica Zignani. | Direção de movimento: Mariane Cerilo.

Dia 11, quarta-feira às 15h | Dia 12, quinta-feira às 15h | Teatro do Sesc Rio Preto | Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena)

 

CHAPEUZINHO VERMELHO | Rococó Produções (Rio Grande do Sul)

A encenação propõe estética de teatro adulto ao mesmo tempo em que a fábula é pensada também para crianças. Uma história plena em imagens e sons gerados por meio da dança, da transformação cenográfica e da música. A menina deseja sair de casa e iniciar-se na vida adulta que tanto lhe fascina e apavora. Alertada pela mãe, ela se depara com tudo o que o caminho e o Lobo representam em termos de “iniciação ao medo”, como define o autor francês contemporâneo dessa peça que relê o clássico.

Texto: Joël Pommerat | Tradução: Giovana Soar | Direção: Camila Bauer | Elenco: Fabiane Severo, Guilherme Ferrêra, Henrique Gonçalves e Laura Hickmann.

Dia 13, sexta-feira às 15h | Dia 14, sábado às 15h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 45 minutos | Classificação etária: Livre | Ingressos: R$ 10,00; R$ 5,00 (meia-entrada) e R$ 3,00 (credencial plena).

 

CENA RIO PRETO – MODULO B (RESIDÊNCIA ARTÍSTICA)

Mostra de Resultado

CORPO/LENTES | Jorge Etecheber (São José do Rio Preto/ SP)

Num estúdio, o corpo dançante é registrado por meio de fotografia e vídeo. Em algum lugar da cidade – que é de onde vê e sente o mundo –, uma mulher dança enquanto captada por câmaras operadas por dois homens nos diferentes suportes. Já em cena, o corpo é real. O movimento é inédito, imprevisível. Fragmentos distintivos e essenciais habitam a bailarina e dialoga com as imagens projetadas à frente dela. Preto e branco na tela, na dança. Ondulações de resistência e acolhimento. Ela por inteiro.

Concepção: Jorge Etecheber, Andrea Capelli e Guilherme Di Curzio | Com: Andrea Capelli | Fotógrafo: Jorge Etecheber | Videomaker: Guilherme Di Curzio | Provocação:Coletivo BijaRi.

Dia 8, domingo às 23h | Graneleiro | Duração: 30 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÁTIS.

 

PROJETO PALAVRA!

TER HISTÓRIAS BOAS PRA CONTAR | Seriam Cômicos Cia. de Teatro (São José do Rio Preto/ SP)

A dor do outro muitas vezes ecoa a nossa. Relatos de superação ou de indignação compõem essa dramaturgia tecida de vozes individuais que, ao cabo, refletem uma memória social. A violência cotidiana ou a maledicência de um bairro são alguns dos conteúdos motivadores. Boa parte dessas histórias da vida real foi colhida em pesquisa de campo, dando margem também para situações autobiográficas do elenco, com direito a momentos de tragicidade e de comicidade. Como se ditas pela primeira vez.

Direção e concepção: Simone Sallas | Construção dramatúrgica: Seriam Cômicos Cia. de Teatro, a partir de narrativas e depoimentos reais | Elenco: Adriana Minharro Rosa, Cintia Cotes, Elem Santos, Guilherme Minharro, Mariana Cavallari, Paulo Marquete, Rafaella Cavallari e Simone Sallas | Ator convidado: Raimundo Teixeira | Atriz convidada: Juliana Carolina | Iluminação: Marlon Morelli | Produção: Seriam Cômicos Cia. de Teatro.

Dia 8, domingo às 20h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | GRÁTIS.

 

CHÁ DAS ALMAS CARBONIZADAS | Seriam Cômicos Cia. de Teatro (São José do Rio Preto/ SP)

O espetáculo marca o aprofundamento da companhia na técnica do teatro verbatim, espécie de narrativa documental construída a partir das palavras exatas faladas por pessoas reais. Essa técnica surgiu na Inglaterra no final dos anos 70 e vem sendo praticada na cena brasileira mais recentemente. O resultado a ser apresentado na programação do Festival virá dos relatos colhidos no último mês pelos artistas, em diferentes contextos da cidade, e de como serão dispostos.

Direção e concepção: Simone Sallas | Construção dramatúrgica: Simone Sallas e Raimundo Teixeira, a partir de narrativas, depoimentos e falas reais | Elenco: Adriana Minharro Rosa, Cintia Cotes, Elem Santos, Guilherme Minharro, Mariana Cavallari, Paulo Marquete, Rafaella Cavallari e Simone Sallas | Ator convidado: Raimundo Teixeira | Atriz convidada: Juliana Carolina | Musa: Milady | Preparação corporal: Raimundo Teixeira | Direção de arte, figurinos, cenografia e trilha musical: Simone Sallas e Raimundo Teixeira | Desenho de luz: Marlon Morelli | Provocação: Foguetes Maravilha | Produção: Seriam Cômicos Cia. de Teatro.

Dia 14, sábado às 20h | Teatro Municipal Paulo Moura | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos | GRÁTIS.

 

Instalação

ENSAIO PARA GALERIA | Agrupamento Núcleo 2 (São José do Rio Preto/ SP)

A ação deriva da pesquisa continuada em artes integradas. Os criadores apreciam a fusão de música, vídeo, dança, teatro e artes visuais, sempre abertos às tecnologias. Dessa vez, especulam sobre a empresa GPC que atua no garimpo e manipulação de pedaços de coisas esquecidas da humanidade. Após uma grande catástrofe, o espaço é tomado por peças remanescentes a serem instaladas em cemitérios. O laboratório é aberto à visitação. Não há vida dentro da sala, mas ainda é possível ouvir algumas vozes.

Concepção, direção e audiovisual: Jef Telles | Instaladores: Cassio Henrique, Ronaldo Celeguini e Vinicius Francês | Trilha sonora: Marcelo de Castro | Fotografia: Jorge Etecheber | Projeto gráfico: Jef Telles | Produção: Daniela Honório.

Dia 9, segunda-feira às 22h | Dia 10, terça-feira, às 22h | Graneleiro | Duração: 60 minutos | Classificação etária: 18 anos | GRÁTIS.

 

EXPOSIÇÃO

 

FOTOGRAFIA DE PALCO II | Lenise Pinheiro (São Paulo)

A fotógrafa Lenise Pinheiro realiza um importante trabalho de registro da cena, especialmente daquela que é produzida ou vista na cidade de São Paulo. Isso ultrapassa a preservação impossível da efemeridade do teatro. A exposição, no contexto do FIT, reafirma as tensões que estão implícitas no registro fotográfico do movimento. A foto convida à decifração de um enigma: a partir de uma imagem fixa, o espectador pode criar novas imagens, restituindo movimento e, indo um pouco mais além, reconhecendo também os movimentos socioculturais, históricos e econômicos que estão em diálogo com a cena registrada.

De 5 a 14, terça a sexta-feira, das 13h30 às 21h30 e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30 | Sesc Rio Preto | Classificação etária: Livre | GRÁTIS.

 

GRANELEIRO


Lugar de encontro com jornadas noturnas de celebração e troca de experiências entre público, artistas e participantes do Festival.

Retirada gratuita de ingressos na Bilheteria FIT na Swift. Máximo de 1 (um) ingresso por pessoa.

Capacidade máxima: 800 pessoas.

Não será permitida entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados dos pais.


Artistas residentes


DANILO BOUROG
 | São Paulo – SP

Deejay, dançarino e Beatmaker. Atuante no cenário da música há nove anos, com seu gosto eclético, Danilo Bourog viaja entre os gêneros musicais desde o R&B, Hip Hop, Funky Music, Blues, House Music e Brasilidades. Deejay nos principais eventos relacionados à área da dança no país, também divide espaço em sua pesquisa para produção através do seu selo, Projeto-B.


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