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BRASIL 7 X 1

11 / set
Publicado por Alexandre Gondim às 16:15

Gabriel Medina. Foto: @WSL

A quantidade de bandeiras brasileiras que tremulavam na “arena” Surf Ranch no dmingo, 9/9, fazia parecer ser toda verde-amarela, numa vibração incrível por Gabriel Medina e Filipe Toledo.

Foi mais uma prova do domínio, inimaginável tempos atrás, na temporada 2018 do World Surf League Championship Tour.

Filipe Toledo e Gabriel Medina. Foto: @WSL

São impressionantes sete etapas seguidas terminando com vitórias brasileiras nas oito disputadas este ano. Só a primeira foi vencida por um australiano, Julian Wilson.

A série invicta começou com o potiguar Ítalo Ferreira badalando o emblemático sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, após ganhar a bateria que marcou a despedida do tricampeão mundial Mick Fanning na casa dele na Austrália.

Italo Ferreira. Foto: @WSL

Depois veio o segundo título de Filipe Toledo no Oi Rio Pro em Saquarema e na Indonésia foram mais duas vitórias seguidas, com Italo Ferreira de novo nas direitas de Keramas e do novato na elite, Willian Cardoso, nas esquerdas de Uluwatu, batendo na final o líder do ranking naquele momento, Julian Wilson.

Filipe Toledo assumiu de vez a lycra amarela do Jeep Leaderboard com o bicampeonato consecutivo nas direitas geladas de Jeffreys Bay, na África do Sul.

Gabriel Medina Foto: @WSL

Eles se mantem na frente até agora, mesmo com a aproximação fulminante de Gabriel Medina nesta segunda metade da temporada. O campeão mundial de 2014 venceu duas seguidas, o Tahiti Pro Teahupoo e o Surf Ranch Pro neste domingo. Na perna europeia, ele vai defender o título no Quiksilver Pro France, onde já fez cinco finais e ganhou três, depois no MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche também. Os dois eventos acontecem entre os dias 03 e 27 de outubro.

A grande vantagem que Filipinho tinha construído, caiu agora para 4.100 pontos. Assim como no Surf Ranch Pro, Medina é o único que poderá lhe tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa.

Yago Dora . Foto: @WSL

Mas, só consegue ultrapassar os atuais 49.785 pontos de Filipe se chegar nas quartas de final do Quiksilver Pro France. Se Filipe passar uma bateria em Hossegor, Medina já precisará ser semifinalista. Filipe se garante na ponta se também passar para as semifinais, mesmo que Medina vença o evento outra vez.

Com o australiano Julian Wilson ficando mais distante, a batalha do título nestas três últimas etapas do ano fica cada vez mais centralizada em Filipe Toledo e Gabriel Medina.

Willian Cardoso . Foto: @WSL

O potiguar Ítalo Ferreira terminou em 13º no Surf Ranch Pro e segue em quarto no ranking, mas já está quase 20.000 pontos do líder. Além dele, mais quatro brasileiros estão no grupo dos 22 primeiros que permanece na elite do CT para o ano que vem, o catarinense Willian Cardoso em 12º lugar, o cearense Michael Rodrigues em 16º, o campeão mundial Adriano de Souza em 18º e o mais jovem da “seleção canarinho”, o catarinense Yago Dora, em vigésimo primeiro.

Tatiana Weston-Webb. Foto: @WSL

Entre as meninas Tatiana Weston-Webb ocupa a terceira posição e Silvana Lima a décima primeira precisando subir no ranking para garantir sua permanência na elite do esporte.

Michael Rodrigues. Foto: @WSL


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