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Mulheres são maioria em programas de intercâmbio

02 / mar
Publicado por Davi Souza às 13:02

Reprodução da internet

A Experimento Intercâmbio Cultural, empresa de educação internacional do grupo de viagens CVC Corp, registrou no ano de 2019 um considerável aumento de mulheres que investiram tanto em cursos de idiomas, quanto em especializações no exterior. O crescimento de intercambistas no ano passado foi de 20% em relação a 2018, na contratação de intercâmbio realizado por mulheres, segundo a CVC. Os resultados também evidenciam que as mulheres, no Brasil, são 60% da população que investe num intercâmbio no exterior, chegando ao número de 219 mil brasileiras estudando fora no ano passado.

Os números mostram ainda que os destinos mais procurados são o Canadá e a Inglaterra, e comparado aos homens, as mulheres ousam um pouco mais na escolha, optando por países menos procurados, como África do Sul e Nova Zelândia, por exemplo. Além disso, grande parte do número de brasileiras que foram para o exterior, viajaram em busca do aprimoramento do idioma estrangeiro.

Quanto às especializações, as mais procuradas e realizadas por mulheres no exterior são as voltadas para as áreas de negócio. A diretora da franquia, em Pernambuco, da Experimento intercâmbio, Luiza Villela, afirma que a procura pelas especializações nas áreas de gestão de negócios, projetos e marketing são mais buscadas, pois “profissões mais específicas, como direito, tendem a não ter tantas oportunidades de especializações no exterior. Mantendo direito como exemplo, as diferentes leis de cada país dificultam a abertura de cursos para especializações. Por causa disso, a procura por cursos do mundo business é tão grande, pois é algo mais abrangente”, argumenta.

Luiza Villela explica também que a expectativa para 2020 quanto ao número de mulheres no exterior é de crescimento contínuo. “O que temos observado ao longo dos anos é que a procura de capacitações no exterior por mulheres, tem aumentado. E cremos que esse aumento vai se estender para o ano de 2020”, prevê a franqueada.

MOTIVADORES

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Com o mundo cada vez mais interligado, o conhecimento sobre um outro idioma deixa de ser opcional para se tornar essencial. A necessidade fica mais latente quando atinge o ambiente de trabalho dos profissionais, e é o uso do idioma como ferramenta de trabalho que tem levado várias profissionais, dos mais diversos campos de atuação, ao estudo mais aprofundado, principalmente da língua inglesa.

A oftalmologista Ana Cláudia Tabosa, de 54 anos, possuía um conhecimento razoável da língua inglesa, mas optou por um curso de inglês na Califórnia, Los Angeles, nos Estados Unidos. A intenção da profissional com a iniciativa foi aprofundar seus conhecimentos e acelerar o crescimento profissional. “Trabalho numa área que o inglês é essencial. Muitos artigos são publicados em inglês e também em muitas aulas de congressos internacionais os palestrantes se apresentam na língua inglesa. Então, para entender de forma mais aprofundada e me manter atualizada na área em que atuo, busquei o curso”, diz Ana Cláudia.

De semelhante modo, a advogada Anna Carolina Cabral, de 35 anos, sentiu a necessidade de um conhecimento maior sobre a essência da língua inglesa para atender de forma mais eficaz às demandas de onde trabalha. “Eu lido com clientes de fora, faço e leio relatórios em inglês e foram essas interações que me levaram a procurar um curso de 2 meses em Vancouver, Canadá. Fui para lá, principalmente, para sair do nível apenas de leitura, e também com o intuito de dar um upgrade no inglês”, diz Anna Carolina. “Acredito que os dois meses de curso imersa na cultura estrangeira foram muito mais proveitosos do que dois anos de curso aqui no Brasil”, observou.


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