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CRISE CORAL

Fora de campo, gestão do Santa Cruz conviveu com ameaças e vandalismo de torcida organizada; confira

Com eliminações precoces durante o ano e o rebaixamento para a Série D, a torcida pressionou todos os setores do clube para uma melhora, existindo até ameaças e até ações de vandalismo por parte da principal organizada do clube

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 18/09/2021 às 18:52
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ALEX OLIVEIRA / JC IMAGEM
Vândalos quebraram a frente do escritório.de advocacia de André Frutuoso fica no bairro das Graças, Zona Norte do Recife - FOTO: ALEX OLIVEIRA / JC IMAGEM
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Dentro de campo, no futebol, a gestão de Joaquim Bezerra no Santa Cruz vem tendo uma temporada desastrosa. Com eliminações precoces durante o ano e o rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro, a torcida pressionou todos os setores do clube para uma melhora, existindo até ameaças e até ações de vandalismo por parte da principal organizada do clube coral. Membros que faziam parte da nova cúpula tricolor acabaram deixando o clube antes dele afundar para a Série D.

O primeiro a sair foi o presidente do Conselho Deliberativo Mário Godoy, que pediu licença do cargo no meio de julho após pressão e ameaças de torcedores. O pedido de licença de Godoy antecipava a renúncia ao cargo. Marino Abreu, então vice-presidente, assumiu a função.

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A cúpula coral acabou perdendo mais uma peça após a saída do vice-presidente do clube André Frutuoso, que entregou o cargo após ter seu escritório de advocacia, no bairro do Espinheiro, depredado por membros de torcida organizada em um ato de terrorismo. Temendo o pior, o advogado não hesitou em se afastar do clube. Foi o segundo membro a se afastar por ameaças.

FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Vice-presidente do Santa Cruz, André Frutuoso, concedeu entrevista à Rádio Jornal. - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

No final de agosto, quem saiu do Santa Cruz foi o diretor de marketing e publicidade Felipe Marenas, que não se pronunciou sobre seu afastamento mas se vangloriou pelo trabalho feito à frente do setor responsável. Na mesma época, o conselheiro Jânyo Janguiê Diniz, que fazia parte do Conselho Fiscal, também deixou o clube.

O último a entregar o cargo na gestão foi o presidente do conselho patrimonial, Thomaz Pereira, também no final de agosto. O dirigente enviou uma carta ao presidente Joaquim Bezerra expressando descontentamento com a desvalorização na hierarquia do clube e pouca valorização no trabalho feito "sem nenhuma contrapartida por parte dos executivos". Thomaz, inclusive, esteve ao lado de André Frutuoso, Mario Godoy e o presidente Joaquim durante cerimônia de posse da nova gestão tricolor, no Arruda.

MAIS AMEAÇAS CONTRA DIRIGENTES DO SANTA

Na última quinta-feira (16), antes mesmo do rebaixamento do Santa Cruz para a Série D do Campeonato Brasileiro ser decretado, membros da atual gestão da Cobra Coral voltaram a ser ameaçados por uma das organizadas do clube Tricolor. Em nota publicada nas redes sociais, a organizada envolveu dirigentes, funcionários e um conselheiro próximo à gestão.

“Nos precipitamos em apoiar o que pensávamos que seria a mudança que tanto esperávamos... Tornaremos as vossas vidas um verdadeiro inferno, até que aprendam a nos respeitar!", disse em pronunciamento nas redes sociais.

Entre os ameaçados, estão o presidente Joaquim Bezerra - que encabeçou a chapa eleita "ProSanta" - e o ex-vice-presidente André Frutuoso - que se afastou do cargo após ter seu escritório de advocacia depredado por membros da organizada. 

 

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Vice-presidente do Santa Cruz, André Frutuoso, concedeu entrevista à Rádio Jornal. - FOTO:FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

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