Mobilidade

Estacionamento Zona Azul no entorno de mercados públicos do Recife

Mercados da Madalena, Encruzilhada e Casa Amarela recebem novidade a partir de setembro

Margarette Andrea
Margarette Andrea
Publicado em 19/08/2016 às 7:55
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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O estacionamento Zona Azul vai deixar de ser uma exclusividade do Centro do Recife e se estenderá para outras partes da cidade. A ideia do município é implantá-lo no entorno de mercados públicos, começando pelos da Madalena, Encruzilhada e Casa Amarela, a partir de setembro. A medida faz parte do plano de reordenamento dessas áreas, iniciado em 2013 e ainda com algumas pendências, especialmente em Casa Amarela, onde os moradores serão chamados para apresentação do projeto nos próximos dias.

A proposta é implantar 65 vagas de estacionamento rotativo no entorno do Largo de Casa Amarela e da Praça Joca Leal, onde ficam o mercado e a feira do bairro. Entre as vagas, espaços reservados a idosos e pessoas com deficiência. “Também teremos local para carga e descarga, táxi e para os caminhões de mudança que já criaram um ponto fixo (na Rua Casa Amarela) e é preciso respeitar”, informa o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga.

Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Segundo o gestor, se a proposta for aprovada pela comunidade pode ser implantada ainda no próximo mês. “É importante os clientes terem mais facilidade para estacionar. Esse é um pleito antigo dos comerciantes da área”, observa.

Presidente do Conselho de Moradores do bairro e integrante do movimento Casa Amarela Saudável e Sustentável, o comerciante Adelson Chagas acredita que a iniciativa pode ajudar. “Muitos trabalhadores deixam os carros estacionados o dia todo e tiram as vagas dos clientes, então a Zona Azul pode melhorar isso. Importante é não remover os caminhões de mudança, já que deixaram eles ficarem e agora já fazem parte da história do bairro”, defende. “E é preciso fazer mais, organizando o que falta no mercado e na feira. Também está faltando diálogo. O secretário já chega com os projetos prontos, sem discutir com a comunidade”.

 

Comerciantes e clientes reclamam de falta de estacionamento

A falta de estacionamento é crítica generalizada. Comerciante do mercado há 20 anos, Nilton César (conhecido como Alemão), 52, chegou a ser cadastrado para vender talões de Zona Azul, assunto discutido há três anos. Ele conta que seu quiosque funcionava 24 horas, com oito funcionários, e hoje só tem um e o expediente foi reduzido para 15 horas. 

“É uma série de fatores. Crise, falta de estacionamento, má administração da prefeitura, falta de incentivo... Nos mostraram um projeto de padronização dos toldos, alargamento da calçada, disseram que o dinheiro já estava garantido, mas não fizeram nada. Solução tem. O que falta é a prefeitura querer fazer”, afirma, indignado.

A funcionária pública Jeanne Menezes diz que a mobilidade para o pedestre melhorou muito quando a prefeitura removeu cerca de 80 ambulantes das calçadas da área, em 2013. “Mas não o suficiente. A feira precisa de limpeza, melhor exposição dos produtos e estacionamento”, reclama.


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