Ipea revela que vulnerabilidade é maior para mulher negra

Atlas permite recorte que analisa os indicadores sociais, de acordo com as variáveis de gênero, cor e domicílio
Ciara Carvalho
Publicado em 24/08/2017 às 7:39
Atlas permite recorte que analisa os indicadores sociais, de acordo com as variáveis de gênero, cor e domicílio Foto: Foto: JC Imagem


Os mais vulneráveis entre os vulneráveis. O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) permite um recorte que analisa os indicadores sociais, de acordo com as variáveis de gênero, cor e domicílio. A constatação é que a desigualdade e exclusão no Brasil atinge, de forma mais contundente, os seguintes segmentos: as mulheres, as mulheres negras e, mais ainda, as mulheres negras que vivem na área rural.

Os dados desagregados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, no caso da mulher negra, a situação é sempre mais sensível. Esse grupo apresentou, em 2015, alta vulnerabilidade social na dimensão capital humano – que envolve condições de saúde e acesso à educação. Nessas mesmas condições, as mulheres brancas estavam na faixa de média vulnerabilidade.

DESIGUALDADES


Embora com uma diferença substancial de 37%, pela primeira vez desde 2000 a população negra ocupa a mesma faixa de baixa vulnerabilidade social que a população branca. No entanto, quando se analisa a trajetória desses mesmos grupos, a vulnerabilidade social de pessoas negras era 49% maior que a de pessoas brancas em 2000 e essa diferença continuou alta em 2010 (48%).

“Em números absolutos, os resultados evidenciam que a desigualdade de cor continua significativa, ou seja, os dez anos de referência não foram suficientes para minimizar ou reduzir significativamente esta desigualdade”, constata o estudo do Ipea.

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