Room vence prêmio popular em Toronto e ganha força para o Oscar

A coprodução entre Irlanda e Canadá foi considerada a grande surpresa do evento
Do JC Online
Publicado em 21/09/2015 às 17:21
A coprodução entre Irlanda e Canadá foi considerada a grande surpresa do evento Foto: Reprodução


Room, uma coprodução entre Irlanda e Canadá, torna-se oficialmente a grande surpresa do último Festival de Cinema de Toronto, encerrado neste domingo (20/9), ao ganhar o prêmio melhor filme pelo júri popular.

Como não possui uma mostra competitiva nos moldes de Cannes ou Veneza, o evento canadense faz questão de amplificar a importância da votação do público por uma única razão: o Oscar.

É uma atitude compreensível. Nos últimos sete anos, o prêmio People's Choice em Toronto adiantou nada menos que seis indicados ao Oscar de melhor filme e, entre eles, três vencedores da categoria principal - Quem Quer Ser Um Milionário? (2008), O Discurso do Rei (2010) e 12 Anos de Escravidão (2013).

Isso significa que Room, de Lenny Abrahamson (Frank), se credencia com força para a disputa das principais categorias no Oscar 2016. A americana Brie Larson, dona do papel de uma garota mantida em cativeiro por quase uma década e tem um filho aprisionada, larga na frente na categoria de melhor atriz, mas dificilmente o longa não será lembrado em roteiro adaptado - de autoria da própria escritora do livro, Emma Donoghue, e direção.

"Estou honrado pela escolha de Room pelo público de Toronto", escreveu Abrahamson em declaração lida na cerimônia de entrega do prêmio. "A programação neste ano estava repleta de filmes extraordinários, e ver uma plateia cinéfila escolher o nosso longa sempre será motivo de um orgulho imenso."

O público do festival ainda escolheu Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom, de Evgeny Afineevsky, como melhor documentário, e Hardcore, de Ilya Naishuller, como melhor filme da mostra Midnight Madness, dedicada a filmes de horror e ficção científica.

Neste ano, a organização do festival criou a Plataforma, mostra competitiva alternativa vencida pelo documentário Hurt, de Alan Zweig, mas a premiação não conseguiu criar o burburinho necessário para superar o prêmio popular.

Já a Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) escolheu o drama sobre imigração Desierto, de Jonas Cuarón, filho do diretor Alfonso Cuarón (Gravidade), como melhor filme.

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