SHOW

Cida Pedrosa e Orquestra Henrique Dias juntam poesia com frevo

A apresentação, com direção musical de Henrique Albino, acontece no Teatro Hermilo Borba Filho

Diogo Guedes
Diogo Guedes
Publicado em 25/09/2019 às 11:08
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Foto: Sennor Ramos/Divulgação
A apresentação, com direção musical de Henrique Albino, acontece no Teatro Hermilo Borba Filho - FOTO: Foto: Sennor Ramos/Divulgação
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A poesia em redondilhas do Sertão e os versos livres urbanos se encontram com o frevo para gerar um novo produto. Pode soar inusitado, mas o projeto Poesia em Frevo: A Solidão Aprende a Dançar propõe justamente esse mote, colocando a Orquestra Henrique Dias em um diálogo inventivo com a poesia da escritora pernambucana Cida Pedrosa no palco do Teatro Hermilo Borba Filho. Já apresentado em São Paulo, o show ganha sua estreia no Recife nesta quarta (25), a partir das 19h30, com ingressos custando R$ 20 e R$ 10 (meia).

Essa conversa é coordenada pelo musicista Henrique Albino, responsável pela direção musical e arranjos do projeto. A ideia é trazer um percurso poético da poesia pernambucana através de uma autora que explora formatos diferentes. Cida Pedrosa, nascida em Bodocó, traz para o palco tanto os versos de tradição sertaneja, com redondilhas e martelos, até a sua poesia mais urbana – livre e visceral – de integrante do Movimento dos Escritores Independentes do Recife.

A apresentação é dividida em três partes, intituladas Chegança, Urbe e Lilithianas, fazendo uma trajetória parecida com a da literatura de Cida – o último trecho faz referência a um dos oito livros da autora, As Filhas de Lilith, em que a poeta cria poemas a partir de nomes femininos. Mesmo nos textos mais duros, a ideia de Poesia em Frevo é propor que o público espante a dor com a dança e a música.

FREVO

Henrique Albino tem, em jam sessions e shows, flertado com a aproximação de música com outras artes – a poesia, a dança e a pintura são exemplos, sempre com convidados. Neste show, ele se une à Orquestra de Frevo Henrique Dias, que acumula 60 anos de trajetória com a música como bandeira de luta pelos direitos do povo. Participam da apresentação Alex Santana (tuba), Babá do Trombone (trombone de vara), Homero Basílio (percussão), Ivan do Espírito Santo (sax) e Jonatas Araújo (trompete), além de de Henrique Albino no sax e flauta.

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