Pernambuco é o Estado que demandaria menor investimento em infraestrutura para abrigar o Hub Nordeste, que será implantado na região pela Latam. Relatório da Oxford Economics aponta que o aporte no Recife seria de R$ 338 milhões, enquanto Fortaleza teria que aplicar R$ 471 milhões e Natal R$ 524 milhões. Os números foram apresentados ontem durante evento realizado na Amcham Recife, em Boa Viagem, para discutir os impactos e oportunidades do hub para Pernambuco.
“O investimento no Recife seria 39% menor que em Fortaleza e 55% inferior do que em Natal. Isso é uma vantagem importante, sobretudo em tempos de crise. Isso sem falar na localização privilegiada do Estado, a presença de polos econômicos (médico, farmacoquímico, automotivo, portuário, naval, universitário, de tecnologia da informação), o reconhecimento do aeroporto como um dos melhores do Brasil e a ligação do aeroporto com o metrô”, enumera o professor do departamento de engenharia da UFPE, Maurício Pina, que, no evento, assumiu a missão de apontar as vantagens do Recife na disputa. Na avaliação do professor, se a Latam observar os critérios técnicos, Pernambuco desponta como favorito.
Contrapondo a opinião de Pina, o consultor de logística e conselheiro do Grupo de Estudo da Logística de Pernambuco (Gelpe), Marcílio Cunha, apontou os diferenciais da cidade de Natal. A primeira vantagem apontada é o fato de o aeroporto de Natal ser administrado pela Inframérica (maior operadora aeroportuária do mundo), com um plano de expansão já previsto.
“Área não falta, o operador já é privado e tem capacidade de investir. No caso do Recife, a Infraero precisa buscar um parceiro privado e Fortaleza terá que aguardar o resultado do processo de concessão para que a empresa vencedora decida investir”, observa Cunha. O evento da Amcham lotou o auditório com empresários interessados em obter mais informações sobre o hub. A expectativa é que a decisão da Latam seja anunciada até o final do ano.
O último relatório apresentado pela empresa aponta os investimentos em infraestrutura que cada aeroporto precisaria fazer para receber o hub. Nos casos de Recife e de Fortaleza será necessário construir novos terminais, enquanto Natal vai demandar apenas uma ampliação orgânica, embora mais cara.