Da 'La Boba' ao trauma ante Santa: Rafael Assis promete volta do futebol moleque no Náutico

Atacante relembrou estreia iluminada e erro fatal no Clássico das Emoções
Diego Toscano
Publicado em 26/10/2018 às 7:11
Atacante relembrou estreia iluminada e erro fatal no Clássico das Emoções Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem


O ‘futebol moleque’ de Rafael Assis estará de volta. Garantido em 2019, o atacante relembrou o ano no Timbu, que foi do drible à la D’Alessandro na estreia ao trauma da falha contra o Santa Cruz. E prometeu: os dribles vão voltar a aparecer com mais frequência na próxima temporada.

“Rafael Assis não é velho, mas retrata o futebol moleque de sei lá quantos anos atrás. É o cara que a primeira coisa que pensa é driblar, a segunda é driblar e a terceira, driblar de novo. É uma comédia. Um cara todo desengonçado (risos)”. As frases são de Roberto Fernandes, técnico do Náutico no primeiro semestre do ano. Na época, Rafael começou com tudo.

Na sua estreia, a melhor partida com a camisa alvirrubra. No dia 6 de fevereiro e contra o Salgueiro, pelo Pernambucano, deu duas assistências e até imitou o famoso drible ‘La Boba’, do argentino D’Alessandro. “Foi um jogo muito importante para mim. Era a minha estreia. Até então, ninguém me conhecia ou acreditava em mim. Eu estava muito confiante e querendo mostrar serviço. Foi meu melhor jogo com a camisa do Náutico. Dei duas assistências, participei bem do jogo e até ajudei na marcação, coisa que era meu ponto fraco”, afirmou o jogador, em entrevista ao JC.

A sequência desejada, porém, não veio. Depois da estreia, foi titular durante sete partidas seguidas, mas não se firmou no time de cima. Até voltou a ser decisivo contra o Botafogo-PB, marcando o gol da vitória na Copa do Nordeste, e no final do ano, atuando bem nas últimas partidas. Mas a Série C começou como um pesadelo.

Logo na primeira partida, no dia 15 de abril, contra o Santa Cruz, o Náutico vencia até os 38 minutos do segundo tempo quando Rafael Assis perdeu a bola no ataque, viu o Tricolor do Arruda construir o contra-ataque e empatar a partida com Jeremias.

A falha pesou para Rafael Assis, que não conseguiu mais ter regularidade como titular no clube, apesar de ter participado de mais nove partidas até o fim da temporada. “Depois daquele lance, fiquei muito chateado. Aquilo abalou minha cabeça. Quando pegava a bola, tocava rápido e evitava o drible. Perdi totalmente a confiança. Roberto (Fernandes), na época, e depois Márcio (Goiano) continuaram me dando oportunidades. Mas eu não estava me sentindo confiante para driblar, de pegar a bola e ir pra frente”, lamentou.

VAI VOLTAR

Passado mais de seis meses desde a falha, Rafael Assis já fez as reflexões que queria e prometeu: o futebol moleque vai voltar. “Com certeza. Não pode faltar o drible (risos). Meu ponto forte é a jogada individual. Podem esperar de mim muita vontade, empenho e determinação. Preciso dar continuidade (nas boas atuações) e me firmar mais (no time titular). Isso seria muito importante. Vou voltar ainda mais forte em 2019”, finalizou.

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