Violência

OAB-RJ divulga nota de repúdio a estupro coletivo de jovem de 16 anos

O órgão chamou os atos de 'repulsivos' e lamentou a existência, 'em pleno século 21', da 'cultura machista'

Estadão Conteúdo
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Publicado em 26/05/2016 às 20:09
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O órgão chamou os atos de 'repulsivos' e lamentou a existência, 'em pleno século 21', da 'cultura machista' - FOTO: Foto: Reprodução
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A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) classificou de "barbárie" o estupro coletivo sofrido por uma adolescente de 16 anos no último final de semana, na zona oeste do Rio. "Os atos repulsivos demonstram, lamentavelmente, a cultura machista que ainda existe, em pleno século 21", diz a entidade em nota.

"Um estupro coletivo, com requintes de crueldade, no qual vários indivíduos perpetuaram a humilhação expondo, nas redes sociais, a dor da vítima", afirma a entidade.

A OAB-RJ atenta ainda para o fato de que, para cada caso público de estupro, tantos outros permanecem ocultos, sem repercussão. "Precisamos lutar contra a violência em cada lar, em cada comunidade, em cada bairro. A revolta e a mobilização são claros indícios de que a indignação social se faz fortemente presente", diz a nota.

Em depoimento prestado nesta quinta (26), a jovem contou que foi atacada por 33 homens armados com fuzis e pistolas. No último sábado (21), ela foi visitar o namorado no morro do Barão, na Praça Seca, zona oeste, e só lembra de ter acordado no dia seguinte, "dopada e nua", em uma casa desconhecida e cercada pelos agressores, de acordo com os relatos feitos a policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil do Rio.

De acordo com os investigadores, três homens envolvidos no crime já foram identificados e terão a prisão preventiva pedida pela polícia em breve. Dois deles publicaram as imagens na internet. O terceiro aparece no vídeo divulgado nas redes sociais. Os nomes dos acusados não foram divulgados pelos policiais.

Diante do ocorrido, a OAB-RJ afirma que frases machistas, piadas sexistas e propagandas que tornam a mulher um objeto sexual devem ser combatidas, "sob o risco de se tornarem potenciais incentivadoras de comportamentos perversos". A entidade está oferecendo assistência jurídica à família e afirma esperar que a lei prevaleça na punição aos responsáveis.

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