Maior superlua em quase 70 será vista nesta segunda (14)

Outra superlua só deve ocorrer novamente no dia 25 de novembro de 2034
Estadão Conteúdo
Publicado em 13/11/2016 às 16:40
Foto: Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem


Os brasileiros ainda compravam em cruzeiros, o presidente era Eurico Gaspar Dutra e os televisores não existiam no País na última vez em que a lua esteve tão perto da Terra. Nesta segunda-feira (14) o satélite vai estar à menor distância do planeta desde 1948, cerca de 355 mil quilômetros, o que faz do fenômeno uma super-superlua. O intervalo médio entre o satélite e a Terra é de aproximadamente 384 mil quilômetros. A diferença entre as duas posições lunares daria para percorrer o Brasil quase sete vezes, de norte a sul.

A superlua ocorre quando a lua cheia ou nova atinge o perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita mensal. A trajetória da Lua é elíptica e, como ela não faz um círculo perfeito ao redor da Terra, existem datas em que o satélite está mais próximo ou distante do planeta. A superlua é um fenômeno comum, que ocorre em média seis vezes por ano. Em 2016, são três consecutivas, nos dias 16 de outubro, 14 de novembro e 14 de dezembro.

>>> Confira a superlua ao redor do mundo nesta segunda (14).

Em outubro e dezembro, a lua fica cheia no mesmo dia em que atinge o perigeu. Neste mês, ela entra na fase cheia duas horas antes, o que faz com que esta seja uma superlua ainda maior. A agência espacial norte-americana Nasa afirmou que ela deve chegar a um tamanho 14% superior e ficar 30% mais brilhante do que uma lua cheia no ápice da sua órbita.

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A superlua ocorre quando a lua cheia ou nova atinge o perigeu, o ponto mais próximo da Terra - Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Neste mês, ela entra na fase cheia duas horas antes, o que faz com que esta seja uma superlua ainda - Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Um fenômeno como esse só deve ocorrer novamente no dia 25 de novembro de 2034 - Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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O Marco Zero do Recife é um dos locais mais legais para acompanhar a superlua desta segunda (14) - Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Um fenômeno como esse só deve ocorrer novamente no dia 25 de novembro de 2034. Do Observatório do Instituto de Astronomia da Universidade de São Paulo (IAG-USP), em Valinhos (SP), Messias Fidêncio Neto afirma que visualmente a diferença entre a superlua de novembro e outras superluas não é percebida a olho nu. "É possível ver a mudança se você observar pelo telescópio, medir o diâmetro e olhar nos mínimos detalhes", diz o técnico do Observatório Abrahão de Moraes.

"Nos próximos anos haverá outras superluas, que vão estar um pouco mais longe, mas para nós a diferença é mínima", afirma Messias. Ele recomenda, para os curiosos pelo fenômeno, que observem a lua nascendo, perto do horizonte leste do céu. "O que ocorre é uma ilusão de que o satélite parece ainda maior, mas essa técnica de observação também pode ser utilizada para qualquer outra lua cheia", comenta.

No Brasil, o ápice da superlua vai ocorrer durante o dia, às 10h54, o que dificulta a visibilidade. Apesar disso, o técnico diz que, na noite anterior e na própria noite do dia 14, a lua já vai estar maior do que o normal e será possível observar o fenômeno nesses períodos.

O técnico do Observatório apontou que a melhor maneira de ver a superlua é em lugar aberto, distante da iluminação urbana. "Fora da cidade ou em uma montanha, onde a interferência atmosférica é menor, já que muitas vezes a poluição, as luzes e os prédios escondem o horizonte e só fica possível observar a lua quando ela estiver bem no alto do céu", afirma.

"O termo superlua entrou para o senso comum nos últimos anos. Originalmente, era uma palavra da astrologia moderna para nomear uma lua nova ou cheia que estava 90% mais próxima da Terra dado a sua órbita", explica a Nasa. Para a agência, hoje o termo foi popularizado e se refere de uma forma abrangente a uma lua cheia que está mais próxima da Terra do que o normal.

No dia 14, a Terra deve receber um pouco mais de luz que a Lua reflete do Sol, mas o fenômeno não tem nenhuma influência gravitacional sobre o planeta. O técnico do Observatório também comenta que a lua cheia não é a melhor fase para se observar o satélite pelo telescópio, já que o sol a ilumina de frente e fica mais difícil de ver os detalhes. "O que a superlua tem de mais importante é despertar a curiosidade astronômica nas pessoas", afirma Messias.

Onde conferir

Aqui no Recife lugares como o Marco Zero, no Bairro do Recife e a praia de Boa Viagem são boas opções para conferir a superlua. Além disso, o satélite também pode ser admirado do novo Cais do Imperador, no bairro de Santo Antônio. Já quem estiver em Olinda pode admirar o céu do Alto da Sé, no Sítio Histórico da Cidade.

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