Jaques Wagner defende pedaladas para financiar grandes empresas

Para Wagner, o financiamento a grandes empresas com juros subsidiados possibilitou investimentos e geração de empregos em regiões pobres
Da Folhapress
Publicado em 26/10/2015 às 18:40
Para Wagner, o financiamento a grandes empresas com juros subsidiados possibilitou investimentos e geração de empregos em regiões pobres Foto: Foto: Agência Brasil


O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, defendeu nesta segunda (26) as chamadas pedaladas fiscais para financiar grandes empresas por meio de juros subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou nesta segunda que cerca de 35% dos valores envolvidos nas pedaladas estão relacionados a financiamentos a empresas e produtores rurais de médio e grande porte, contrariando a versão do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff de que as pedaladas tiveram por objetivo pagar programas sociais como o Bolsa Família.

Para Wagner, o financiamento a grandes empresas com juros subsidiados possibilitou investimentos e geração de empregos em regiões pobres. "Fui governador [da Bahia] e sou testemunha de que não teria chegado de muitas empresas em meu Estado se o BNDES não bancasse esses investimentos com juros compatíveis com o mercado internacional", afirmou.

"O outro lado da moeda é igual. Acabamos de fechar contrato [para fornecimento de caças] com a Gripen da Suécia. Claro que o banco de desenvolvimento sueco nos ofereceu juros convidativos abaixo do mercado para que a gente conseguisse realizar a compra. É um caminho normal, com retorno extremamente positivo de geração de emprego e de desenvolvimento de regiões mais deprimidas, como o Norte e o Nordeste", completou.

Segundo Wagner, quem acusa o governo de "pedalada" com o BNDES "não enxerga o objetivo final" da política. "Cada empresa dessa para a qual foi oferecido uma taxa de juros compatível [com os investimentos necessários] gerou riqueza e emprego. Todo mundo usa isso", disse.

O ministro, no entanto, reconheceu que a fragilidade das contas do governo reduziu a capacidade do governo de viabilizar financiamento com juros subsidiados. "O governo hoje tem menos musculatura para fazer equalizações desse tamanho. Vamos ter que modular o programa."

Jaques Wagner participou de evento da revista Carta Capital, em São Paulo.

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