''Popularidade é uma coisa, populismo é outra'', diz Bruno Araújo

Para Bruno, os programas são o que o Brasil e a população precisam
Aline Araújo
Publicado em 07/11/2016 às 10:30
Para Bruno, os programas são o que o Brasil e a população precisam Foto: Foto: André Nery/ JC Imagem


O ministro das Cidade Bruno Araújo (PSDB) afirmou, na manhã desta segunda-feira (7), em entrevista ao programa Passando a Limpo da Rádio Jornal, que os programas sociais que o presidente Michel Temer (PMDB) vem implantando não estão visando as eleições de 2018. Para Bruno, os programas são o que o Brasil e a população precisam. “Popularidade é uma coisa, populismo é outra. Tem uma contrapartida social, o PSDB sempre teve uma grande participação no nascedouro das criações dos programas sociais”, disse.

Temer, que é “potencialmente inelegível” por ter sido condenado na Lei da Ficha Limpa, já afirmou que não pretende se candidatar a uma reeleição. No entanto, o PSDB em Pernambuco vem se reunindo com outras frentes políticas, como Armando Monteiro (PDT), e pode estar estudando nomear alguns de seus políticos, como Bruno Araújo, para candidatura de majoritárias.  

O ministro afirmou que sabe das forças partidárias que estão se reunindo no Estado para “buscar melhores caminhos”, mas afirmou que 2018 está muito longe e hoje é necessário trabalhar. “Cada um está fazendo o que tem que ser feito, 2018 está muito longe, há um longo caminho, agora temos que focar na melhoria das vidas da população”, afirmou.

Programas sociais

Nesta quarta-feira (7), o Governo Federal lança um programa intitulado Cartão Reforma que prevê o auxílio financeiro para famílias, com renda até R$1.800, realizarem reformas estruturais nas suas moradias. Bruno Araújo explicou que o fundo conta com R$ 500 milhões para a execução do programa que valerá a partir de 2017. Atualmente, cerca de R$ 3,5 milhões de família possuem a renda necessária para participar do programa.

Para o ministro, o benefício é benéfico também no sentido que as famílias poderão fazer reformas ao invés de trocar de residência, poupando recursos de outros programas como o Minha Casa Minha Vida. 

O programa funciona em parcerias entre Governo Federal, Governo do Estado, Prefeituras e população. “Estados e municípios vão contratar engenheiros, paisagistas, arquitetos e vão instruir a dona da casa, a mulher, a como melhorar sua residência.  A família recebe o cartão de débito da Caixa e recebem o valor daquela reforma”, explicou o ministro. Ainda de acordo com Bruno, todos os procedimentos terão uma fiscalização eficiente e sistematizada para prestar contas ao sistema.  O subsídio financeiro, que é um benefício dado pelo Governo Federal, não precisa ser devolvido aos cofres públicos. “Estamos ajudando a melhor o ambiente físico da residência, são recursos dados pelo governo federal”, disse Bruno Araújo. 

Para Bruno Araújo, o Cartão Reforma vai fazer a diferença para as famílias brasileiras. "São pessoas que precisam de uma ajuda e um reforço. É um programa que passa a atender ao déficit de qualidade habitacional", elencou.



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