"harpalo ii"

Polícia prende Demóstenes Meira, prefeito de Camaragibe

As investigações começaram em 2018 e miram as práticas de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro

JC Online
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Publicado em 20/06/2019 às 6:00
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Foto: Divulgação/PCPE
As investigações começaram em 2018 e miram as práticas de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro - FOTO: Foto: Divulgação/PCPE
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atualizada às 7h18

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (20) o prefeito da cidade de Camaragibe, no Grande Recife, Demóstenes Meira. A prisão faz parte da operação "Harpalo II", sob coordenação da delegada Jéssica Ramos, da Diretoria Integrada Especializada - DIRESP.

As investigações começaram em 2018 e miram as práticas de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. Com a prisão, Meira está afastado das funções relativas ao cargo.

“O principal palco dos crimes era a Prefeitura de Camaragibe. O prefeito Meira, preso nesta quinta-feira, era o líder desta organização criminosa”, disse a delegada Polyanne Farias, gerente operacional da DIRESP.

Além do prefeito, outros quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra os empresários Severino Ramos da Silva, Luciana Maria da Silva, Carlo Augusto e Joelma Soares. Quarenta policias civis participaram da operação.

 

Colecionador de Polêmicas

Demóstenes Meira (PTB) protagonizou uma polêmica em fevereiro. Em dois áudios que circularam por aplicativos de mensagens, o chefe do executivo municipal emitiu recomendações aos funcionários com cargos comissionados, para que participassem de uma prévia carnavalesca, que teria como atração sua noiva, a cantora Taty DantasPor conta disso, o Ministério Público de Pernambuco abriu investigação contra o prefeito.

No fim de 2018, o prefeito de Camaragibe foi filmado ameaçando fiscais da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que tentavam impedir o desmatamento de uma área de proteção ambiental (APA) em Aldeia-Beberibe, para a construção de uma estrada. Na ocasião, o serviço estava sendo executado sem licença do órgão ambiental. Os tratores só pararam de trabalhar quando os Policiais Militares chegaram ao local.

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