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Ônibus ganham filtros de ar-condicionado que combatem a covid-19

A iniciativa provoca um pouco de alívio para os passageiros, que diariamente usam o transporte coletivo com medo de contaminação

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 06/07/2021 às 17:52
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
E não é só o novo coronavírus que é eliminado pelo filtro: 80% de fungos e bactérias também deixam de circular no ar - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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A boa notícia, infelizmente, não é para os passageiros do transporte público da Região Metropolitana do Recife. É para os usuários dos ônibus de Salvador, na Bahia. Uma das empresas que operam na capital baiana decidiu fazer o investimento e instalou, em toda sua frota refrigerada, um filtro capaz de eliminar 99,9% das cargas virais - incluindo a covid-19.

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A iniciativa provoca um pouco de alívio para os passageiros, que diariamente usam o transporte coletivo com medo de contaminação. A empresa é a OT Trans. A filtragem já está sendo usada em 92 ônibus da companhia, que operam 15 linhas. A OT Trans é responsável pela operação de mais de 100 linhas da cidade. O filtro é chamado de o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC).

PAULO DANIEL/JC IMAGEM
Higienização dos ônibus e terminais integrados é feita na Região Metropolitana do Recife (RMR), mas sem utilização de filtros semelhantes aos usados em Salvador - PAULO DANIEL/JC IMAGEM

O produto foi desenvolvido pela startup Salvar em parceria com o Senai Cimatec, e foi testado e patenteado com o incentivo financeiro da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII). E não é só o novo coronavírus que é eliminado pelo filtro: 80% de fungos e bactérias também deixam de circular no ar com o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) instalado.

A ação do equipamento da Salvar é bem simples. O filtro é uma barreira rígida, capaz de deter partículas minúsculas de vírus e bactérias. Ao instalar o EPC, o ar que circula dentro do ônibus e que pode estar contaminado é puxado pelo ar-condicionado, passa pelo filtro e tem 99,9% da carga viral eliminada. Depois,retorna para o ônibus. Ou seja, entra contaminado no aparelho e volta filtrado. Segundo informações da Salvar repassadas ao jornal Correio, o material utilizado é um tecido incorporado por íons de prata, que conseguem reter o vírus. É como se o filtro tivesse um monte de espinho e, na hora que o vírus bate, a membrana dele é rompida, eliminando-o. O filtro não torna dispensáveis os cuidados contra a covid-19, como uso de máscara e higienização das mãos.

FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Estudo da Fiocruz PE apontou que os terminais integrados de ônibus são os ambientes públicos com alto risco de contaminação pelo coronavírus. Superam até o entorno dos hospitais - FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM

 

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